Nostalgia

A bizarra verdadeira história de Pinóquio

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Esta conhecida história foi escrita por Carlo Collodi, publicada pelo jornal infantil italiano Giornale Per I Bambini e começa quando Gepeto, carpinteiro conhecido na cidade, ganha de presente de um antigo amigo um pedaço de madeira falante. Ambicioso, ele decidiu que faria uma marionete mágica e rodaria o mundo ganhando centenas de euros a cada espetáculo. Primeiro ele esculpiu os olhos e pode ver que se mexiam, o observando curiosamente, depois desenhou um nariz que não parava de crescer uma boca que imediatamente formou um sorriso debochado cheio de dentes. Por último, Gepeto esculpiu seus braços e pernas, porém assim que levantou, Pinóquio fugiu porta a fora, forçando seu criador a correr desesperadamente atrás dele. Como a cidade era pequena, rapidamente todos puderam ver a grande bagunça que o boneco falante havia feito e, acreditando que ele era apenas um brinquedo indefeso, levaram Gepeto preso. Após o ocorrido, Pinóquio decidiu voltar para casa e lá encontrou um Grilo Falante que começou a lhe colocar juízo, disse que deveria estudar e ser alguém, deixar de ser teimoso ou acabaria se tornando um burro, assim tornando aquilo uma maldição.

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Furioso, o boneco pegou um martelo extremamente pesado e jogou no Grilo, o assassinando imediatamente. Depois disso lá ele ficou vivendo por algum tempo, quieto, até que Gepeto foi solto e voltou para seu lar. Ao chegar lá, encontrou Pinóquio arrependido pelos seus erros e até desejando frequentar a escola regularmente. Gepeto concordou, lhe fez uma bela roupa, deu algum dinheiro e o mandou a escola no dia seguinte. Mas é claro que o travesso boneco não faria o que prometeu, na verdade ele preferiu assistir a um teatro de marionetes, porém lá ele logo foi reconhecido pelos outros bonecos e seus donos que, imediatamente, viram nele a chance de sucesso. Pinóquio percebeu o que estava acontecendo ali e saiu correndo imediatamente até que acabou encontrando um gato e uma raposa que moravam próximos a sua casa e sabiam que o boneco carregava dinheiro consigo. Eles decidiram que iriam rouba-lo, então Pinóquio mais uma vez teve que fugir desesperadamente e acabou encontrando outro grupo de interesseiros que acabou o sequestrando, eles o matando enforcado com suas próprias cordas em uma árvore.

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Na época, o público do jornal achou este final muito pesado, exigindo que fosse modificado na próxima edição, então Collodi criou uma Fada Azul que observava a jornada de Pinóquio desde sua criação. Após sua morte, a Fada pediu que o corpo do boneco fosse trazido até ela e lhe trouxe de volta a vida, mas infelizmente Pinóquio não aprendeu nada com tudo o que aconteceu. Na volta para casa, a marionete mais uma vez encontrou o gato e a raposa que desta vez conseguiram lhe roubar. Depois disso, ele foi pego fazendo besteira diversas vezes e era sempre levado para a escola, de onde rapidamente ele fugia e voltava a fazer besteiras. Isto até que, finalmente, a maldição do Grilo Falante se concretizou e Pinóquio tornou-se, literalmente, um burro. Agora, não confundido mais com uma criança, este burro peculiar voltou a fazer suas besteiras até que foi pego e vendido para um musico que o matou e utilizou sua pele para fazer um tambor, mas seu espírito continuou vivo. Ele começou a procurar a Fada Azul para lhe pedir ajuda, porém descobriu que ela infelizmente havia morrido tragicamente, quem lhe contou isso foi uma pomba branca que o levou em direção ao mar onde seu pai o procurava. Durante sua busca, ele descobriu que Gepeto havia sido devorado por um monstro marinho, então ele enfrentou o monstro, salvou seu criador e juntos eles foram para casa. Naquela noite Pinóquio sonhou com a falecida Fada Azul, ela lhe dizia que o perdoava pois ele havia provado que, no fundo, tinha um bom coração. Por isso, merecia se tornar um menino de verdade. Quando o boneco acordou, não era mais de madeira… Tinha pele e ossos.

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Se você veio até aqui, provavelmente está curioso sobre a surpresa que no vídeo disse que aqui haveria, então prepare-se para a bomba! Claramente esta história acima contada não tem nada de infantil, porém existem simbolismos secretos por trás dela. O autor Carlo Collodi não apenas escrevia contos infantis como também atuava na política e em grupos maçônicos! Em As Aventuras de Pinóquio podemos ver claramente que a criação do boneco é um simbolismo da maçonaria, deste pondo de vista o escultor Gepeto é um Demiurgo, ou seja, um criador que constrói seres imperfeitos para serem enviados a vida material. Na animação de Disney as coisas são ainda mais enfáticas pois Gepeto pede a uma grande estrela que Pinoquio ganhe a vida, vale lembrar que a estrela é um importante simbolo de iluminação maçônico… Chocante, não acha? Gostou da surpresa? Comente! 🙂

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