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Capacetes de realidade virtual serão tendência em 2016

Foto: Divulgação

Você chega em casa cansado após um dia agitado com muito trabalho e/ou estudo e tudo o que mais quer é relaxar e se divertir. Então, veste um híbrido de óculos com capacete high-tech que parece ter saído direito de um filme de ficção científica e automaticamente é transportado para um mundo mágico à sua escolha. Essa pode ser a forma de entretenimento que se tornará popular esse ano, tudo graças aos capacetes de realidade virtual.

Os equipamentos de VR (realidade virtual, na sigla em inglês) não são exatamente uma novidade no mundo da tecnologia. Já houve, por exemplo, o Nintendo Virtual Boy, lançado em 1995 como o primeiro videogame a usar uma espécie de tecnologia de realidade virtual – e que foi um fracasso.

Mas de lá para cá essa tecnologia avançou muito (muito mesmo!), e hoje equipamentos de VR já chegam ao mercado com o status de gadget da moda, especialmente os chamados óculos (que mais parecem capacetes mesmo) de realidade virtual. Com eles, possibilidades de uso que antes pareciam coisa de um futuro distante e ficcional agora estão muito mais próximas do nosso presente. Mas será mesmo que a tecnologia VR vai superar o hype e se firmar como a tendência de 2016?

O que são os capacetes de realidade virtual?

Atualmente, a totalidade dos dispositivos de realidade virtual (mais abaixo você confere os principais) funciona utilizando um conceito bastante antigo, mas hoje em dia foi elevado a uma performance e funcionalidade impressionantes: a estereoscopia. De forma geral, a estereoscopia é uma forma de “enganar” o cérebro para que ele perceba uma imagem falsa como a realidade em três dimensões.

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O principal trunfo da estereoscopia é justamente criar a ilusão de profundidade, o que facilita a imersão do usuário nesse “mundo virtual” para que ele acredite mesmo que está pilotando um carro de corrida, combatendo inimigos em um campo de batalha ou sendo um astronauta em uma estação espacial, por exemplo.

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Como isso acontece? Basicamente, os aparelhos simulam a forma como nossos olhos enxergam o mundo, facilitando que o cérebro considere que tudo o que vê é real. Funciona assim: são criadas duas imagens muito semelhantes (mas diferentes em apenas detalhes de posicionamento e ângulo) de um objeto, e cada uma delas é apresentada para um olho. Então, o cérebro une ambas imagens e cria uma interpretação em 3D do mundo.

É por isso que a maioria dos dispositivos de VR são capacetes e/ou óculos, já que essa tecnologia se baseia em fazer com que o usuário veja somente as imagens criadas pelo equipamento para passar a sensação de imersão. E falando nesses óculos e capacetes…

Os dispositivos VR que serão tendência

A existência de tecnologia capaz de produzir equipamentos que consigam de fato fazer com que os usuários se sintam em uma outra realidade fez com que grandes marcas do mundo da tecnologia apostassem na realidade virtual.

A maioria foca seus investimentos em óculos/capacetes que conseguem deixar o usuário totalmente imerso na realidade virtual, através de imagens dinâmicas com gráficos impressionantes e que se adaptam ao movimento da cabeça e até do corpo. Abaixo você confere os produtos para ficar de olho em 2016:

 

  • Oculus Rift

Recentemente adquirida pelo Facebook, a empresa Oculus não poupou esforços e investimento para criar seu capacete de realidade virtual com performance surpreendente e conforto para o usuário – e lançado já esse ano. Atualmente em pré-venda, o produto custa US$ 599 (cerca de R$ 2,4 mil, sem impostos) e deve começar a ser enviado já em março para mais de 20 países.

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O Oculus Rift vem com o headset Oculus Rift com sensor e fones de ouvido (para uma maior imersão), controle remoto, um controle de Xbox One, cabos e os jogos “Lucy’s Tale” e “EVE: Valkyrie”. Além disso, também é possível adquirir dois controles com sensor de movimento.

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O lado negativo do Rift (além do seu preço bem fora da realidade brasileira) é que o equipamento funciona acoplado ao seu PC, que precisa ser bem potente para poder suportar o equipamento. Entre outros itens, seu computador precisará ter no mínimo um processador Intel i5-4590 ou equivalente, 8GB de RAM, placa de vídeo NVIDIA GTX 970 / AMD R9 290 ou equivalente e saída HDMI 1.3.

Caso você não tenha um PC assim e também não seja do tipo que modifica a sua máquina, a Oculus disponibiliza um “combo” PC compatível + Rift por US$ 1,499 (R$ 6 mil).

  • HTC Vive

Atualmente, esse é o principal concorrente do Oculus Rift, com sua pré-venda anunciada para ter início no dia 29 de fevereiro, com valor ainda a ser divulgado. Em uma conferência de tecnologia, o produto foi apresentado em seu estágio quase final e impressionou a todos ao proporcionar uma imersão completa, levando em conta até os movimentos corporais do usuário. Isso acontece porque o HTC Vive tem dois sensores que devem ser colocados em pontos separados do ambiente e que “escaneiam” a sala o tempo todo, colocando os movimentos do corpo do usuário dentro da realidade virtual.

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Além disso, outro diferencial do Vive é o seu desenvolvimento em parceria com a Valve (uma das gigantes do mundo dos games e criadora do Steam) e a presença de uma câmera frontal no headset. Ela permite que o usuário visualize o mundo real de maneira mesclada com o virtual, tendo mais segurança – e também abrindo possibilidades para a união entre real e virtual dentro de games e outras aplicações.

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A versão “quase final” do HTC Vive também apresenta acabamento mais refinado, maior conforto e segurança durante o uso e uma bateria recarregável que promete até 5 horas de uso ininterrupto do aparelho. O Vive acompanha o capacete, dois sensores e também dois controles com sensibilidade de movimento.

 

  • PlayStation VR

Antes batizado de Morpheus, o agora PlayStation VR é a aposta da Sony para entrar no segmento de realidade virtual com o pé direito e aproveitar toda a fama e alcance de mercado que o PlayStation possui, especialmente com os gamers. Isso porque o VR da Sony é pensado como um acessório do PS4 – uma alternativa diferente aos itens anteriores dessa lista, que funcionam no PC.

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O principal diferencial do PlayStation VR – que ainda não tem preço nem data de lançamento definidos, mas deve chegar ao mercado ainda nesse semestre – é a sua tela com qualidade superior (display OLED 5,7 polegadas) e maior frequência de transmissão de imagem (de até 120 Hz).

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Essa combinação traz imagens mais realistas e sutis, que aumentam e reforçam a imersão do usuário, além de proporcionar mais conforto mesmo após muito tempo usando o aparelho. Além disso, o capacete de realidade aumentada da Sony traz outra vantagem sobre seus concorrentes: uma biblioteca de jogos que já conta com mais de 25 títulos confirmados.

E aí, está pronto para embarcar nesse mundo?

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