Bizarro, Mistério

Conheça os leões assassinos de Tsavo

Em março de 1898, iniciou-se a construção de uma ponte ferroviária sobre o rio Tsavo, no Quênia. Já na primeira semana uma dupla de leões fora avistada aos arredores do acampamento de operários. O primeiro a ter conhecimento dos leões foi o tenente-coronel John Henry Petterson, um irlandês encarregado de supervisionar a obra.

Logo após, durante quase todas as noites, trabalhadores foram cruelmente assassinados e devorados pela dupla que foi descrita como sendo de grande porte, medindo até 3 m de comprimento. A ausência de juba também foi constatada pelas testemunhas. O estopim dos ataques ocorreu quando uma das feras invadiu uma tenda hospitalar e matou dezenas de operários durante a noite. No início de dezembro, depois de nove meses de terror contínuo e cada vez mais agravante, os sobreviventes decidiram aderir a uma greve, paralisando as obras enquanto os leões ainda vivessem nos arredores do acampamento.

Muitos acreditavam que os ataques não se tratavam apenas de leões, mas sim de demônios incorporados, ou até mesmo espíritos protetores da natureza que estavam se vingando. Os leões foram apelidados de Sombra e Escuridão. Porém, sendo demônio ou leão, Petterson, visando não sujar seu nome, reuniu um pequeno grupo e decidiu ir a caça. Em pouco tempo, depois da obra ter sido abandonada, os leões se apropriaram do local. Para atraí-los para fora novamente, Petterson teria espalhado sangue de cabra próximo a uma plataforma, que estando camuflada serviria de esconderijo para surpreender as feras. Foi desta forma que o primeiro leão assassino foi abatido.

No dia 29 de dezembro o último leão foi morto, após resistir a primeira investida o selvagem não sobreviveu ao tiro certeiro. Os crânios e a pele de Sombra e Escuridão foram vendidos ao Museu Field, de Chicago.

A morte dos leões não foi suficiente para pôr um ponto final na questão, já que atacar humanos daquela forma é considerada uma atitude anormal para leões. No total, segundo testemunhas, teriam sido mais de 130 mortes contabilizadas, porém alguns pesquisadores acreditam que apenas 30 teriam sido no acampamento, tendo as outras também sido efetuadas pelos leões mas em outras oportunidades.

Alguns cientistas acreditam que a calvície dos leões (que foram descritos sem jubas), assim como a alta feracidade podem ter relação com um exagero de testosterona nos felinos. Já outros acreditam que os ataques tenham ocorrido por conta da falta de presa natural somada a uma provável “degustação de carne humana” feita pelos leões tendo em vista o descarte de cadáveres feito pelo tráfico de navios negreiros na região.

Depois de 100 anos, os últimos estudos realizados revelaram que ao invés de escassez de alimento ou qualquer outra hipótese que havia sido teorizada antes, o mais provável é que um desgaste na mandíbula dos felinos teria impossibilitado que caçassem suas habituais presas de grande porte, como búfalos e zebras, e por isso teriam sido obrigados a atacar os humanos (que normalmente são evitados pelos leões). Isso explicaria o motivo de não devorarem os ossos.

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