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Você sabia que um vigarista já tentou vender a Torre Eiffel?

Todo mundo já sabe que a Torre Eiffel é um dos marcos mais reconhecíveis do mundo. Desde sua inauguração em 1889, a Torre já recebeu mais de 300 milhões de pessoas e ainda recebe quase sete milhões de visitantes por ano! Mas, apesar do número incrível de pessoas que já visitaram essa gigante estrutura de ferro, ela ainda esconde fatos curiosos que muita gente desconhece. Por exemplo, você sabia que um vigarista já tentou vender a Torre Eiffel?

Ao longo desse artigo, você conhecerá a história de Victor Lustig, um caixeiro-viajante metido a falsificador de cédulas e documentos que passou a ser considerado um dos mais famosos estelionatários da história ao tentar vender a Torre Eiffel.

O vigarista por trás da vigarice

Victor Lustig tentou vender a Torre Eiffel

O ano era 1925 e Victor Lustig estava sentado em um quarto de hotel em Paris, tomando seu café da manhã enquanto lia um curioso artigo sobre a Torre Eiffel. Parecia que a estrutura metálica estava enferrujando e precisando de reparos e restaurações dispendiosas, mas o governo não podia pagar um preço tão alto por sua manutenção. Por conta disso, o repórter responsável pela matéria finalizou o artigo com a sugestão de que vender a torre seria uma opção razoável.

Foi a partir daí que os olhos de Victor se iluminaram. Ele decidiu que seria uma ótima ideia se passar como o vendedor da estrutura. É claro que a Torre Eiffel não pertencia a ele, mas considerando o fato de que Victor era um dos maiores vigaristas do mundo, a coisa até fazia sentido do ponto de vista do mundo do crime.

De acordo com a biografia não confiável de Victor Lustig, extraída a partir de suas entrevistas na prisão, ele nasceu em Hostinné, uma pequena cidade na antiga Áustria-Hungria, onde hoje é a República Tcheca. Um de seus relatos descreveu sua família como os “camponeses mais pobres da cidade”, enquanto outro os elogiava como descendentes da realeza, o que já deixava claro que havia falcatrua até mesmo em sua biografia.

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Quando garoto, ele era supostamente um excelente aluno, embora não estivesse focado nas disciplinas acadêmicas tradicionais, mas no estudo de pessoas. Ele era extremamente inteligente, embora essa inteligência fosse constantemente usada para ludibriar pessoas. Victor estudou em uma universidade em Paris e tornou-se fluente em inglês, alemão e italiano. Ele nunca foi uma pessoa imponente, mas aprendeu desde cedo que seu charme e sua desenvoltura eram suas maiores armas.

A ideia de vender a Torre Eiffel

Depois de ler o artigo de jornal mencionado anteriormente, Victor percebeu que vender a Torre Eiffel seria a adição perfeita ao seu currículo criminal. Para tal, ele providenciou uma identidade falsa. Em seguida, ele imprimiu documentos falsos com o emblema do departamento governamental d França responsável pelas estruturas públicas. Depois, ele convidou as cinco principais empresas de reaproveitamento de ferro em Paris para o Crillon Hotel, um local popular para reuniões formais, para se passar pelo homem responsável pela Torre Eiffel.

Ele fez todo um show para enganar os cinco representantes das empresas, que engoliram a história de que a Torre Eiffel realmente teria que ser vendida e transformada em sucata. Obviamente, essa seria uma compra controversa que exigiria a máxima discrição. Por isso, Victor escolheu como vítima André Poisson, um homem com baixa autoestima que estava ansioso para se destacar em Paris. No entanto, quando conversaram no dia seguinte, o comprador em potencial confessou ter algumas dúvidas sobre o acordo.

A partir daí, Victor se ofereceu para garantir a André Poisson o contrato em troca de um pouco de dinheiro no bolso. Poisson tinha certeza de que praticamente todos os funcionários do governo eram corruptos, então ele mordeu a isca e pagou o suborno mais o preço oferecido pelo acordo. Em seguida, Victor Lustig tratou de pegar um trem para Viena.

Alguns dias depois, Poisson descobriu a fraude. Consequentemente, alguns empresários do setor o ridicularizaram quando ele perguntou quando a torre seria desmontada. Seu constrangimento foi tão grande que ele se absteve de denunciar o caso à polícia, a fim de manter sua reputação na cidade. Victor Lustig percebeu que nenhuma notícia ruim havia se espalhado, então ele voltou a Paris e tentou repetir todo o processo de vender a Torre Eiffel novamente.

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No entanto, a pessoa que poderia ser a nova vítima analisou um pouco melhor a oferta e descobriu que tudo aquilo era uma fraude. Desta vez, a polícia foi notificada. Os policiais até localizaram os lucros da segunda venda como prova em potencial, mas Victor Lustig já havia fugido para os Estados Unidos.

O fim e legado de Victor Lustig

Victor Lustig, famoso por tentar vender a Torre Eiffel

Do outro lado do Atlântico, Lustig voltou a aplicar golpes em pessoas ingênuas. Ele chegou a usar 47 identidades falsas e conseguiu escapar da prisão inúmeras vezes. Ele ganhou notoriedade nos EUA fabricando notas falsas que, embora inicialmente passassem sem problemas pelos balcões dos bancos, logo eram rastreadas pelas autoridades. Ainda assim, sua operação de dinheiro falso era tão grande que ameaçou se tornar um problema sério para a economia americana.

O “dinheiro de Lustig” chegou ao fim quando a namorada ciumenta do vigarista o dedurou para as autoridades policiais como um ato de vingança. Ele foi finalmente preso em 1935 e condenado a passar 20 anos na prisão de Alcatraz. Ele morreu de pneumonia na própria prisão, em 1947, aos 57 anos.

Leia também: 10 curiosidades sobre a Torre Eiffel
Leia também: Poyais: o país fictício que se tornou uma das maiores fraudes da história

E você, já sabia dessa história de “vender” a Torre Eiffel? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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