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Como era a vida dos cavaleiros medievais?

Como era a vida dos cavaleiros medievais?

É bem provável que muita gente já tenha imaginado voltar no tempo para se tornar um cavaleiro medieval, até porque os filmes de Hollywood presumem que a vida dessas pessoas era repleta de dragões, competições de justas e guerras. No entanto, a maior parte disso não é verdade. Por exemplo, a justa levou algum tempo para se tornar popular, a cavalaria tinha uma vasta lista de regras sobre as quais não se deveria abusar e os dragões sequer chegaram a existir.

De fato, grande parte da vida de um cavaleiro envolvia simplesmente ficar sentado esperando a próxima guerra acontecer, ou seja, era uma vida bem mais maçante do que muita gente imagina. No entanto, quando o dever os chamava para vestir sua armaduras de batalha, os equipamentos eram tão volumosos e pesados que os cavaleiros provavelmente preferiam voltar à rotina monótoma do que fazer seu serviço.

Ainda que a vida cotidiana de um cavaleiro não fosse tão glamourosa quanto acreditávamos inicialmente, ela ainda oferecia uma visão interessante dos tempos medievais. Por isso, ao longo desse artigo, nós vamos acompanhar alguns tópicos que ajudam a ilustrar bem a vida dos membros da cavalaria.

As suas refeições geralmente se resumiam a boas porções de carne

A ciência moderna nos conscientizou sobre o valor nutricional de nossos alimentos, mas as pessoas na Idade Média não sabiam muito sobre o que comiam. Suas dietas consistiam principalmente de grãos e pães, em parte porque eles gostavam, mas também porque eles pensavam que muitos dos vegetais existentes poderiam estar contaminados de alguma forma.

A carne era cara para a pessoa comum, portanto, os cavaleiros provavelmente tinham mais acesso a alimentos do tipo do que um servo médio. Além disso, o consumo de carne por parte dos cavaleiros era aconselhado por que a ingestão de proteína era essencial para a execução dos seus trabalhos. No entanto, eles tinham que determinar se a carne que compravam no mercado era realmente segura para comer.

Os seus dias geralmente começavam com uma missa

Na Europa Medieval, quase todo mundo era católico. Curiosamente, se eles acreditavam em tudo a respeito da religião era um tanto irrelevante, mas o fato é que todas as pessoas (especialmente as de maior autoridade, como os cavaleiros) tinham que aderir aos deveres religiosos diários.

No caso dos cavaleiros, eles geralmente começavam os seus dias com uma missa no meio da manhã, que por sua vez era realizada na igreja local. Supostamente, isso ajudava a confortá-los para que pudessem começar o dia com o pé direito.

Eles bebiam muito

Sem acesso fácil à água potável, muitos dos adultos da Idade Média, incluindo os cavaleiros, recorriam ao consumo de bebidas alcoólicas. De certo modo, o álcool era essencialmente o único líquido que as pessoas podiam beber sem se preocupar com o fato de estar contaminado ou não.

Além disso, como acontece em qualquer grupo de pessoas que bebem muito álcool, o hábito de beber podia levar a comportamentos violentos ou desagradáveis entre os cavaleiros, dando origem a brigas fúteis em certas ocasiões.

Os cavaleiros serviam como militares particulares de um senhor local

O trabalho de um cavaleiro implicava fazer parte das forças armadas particulares de seu senhor. Em alguns países, como a Inglaterra, essa posição envolvia ser o vassalo exclusivo do rei, o que automaticamente transformava os cavaleiros nos membros das forças armadas nacionais.

Outros países, como a França, permitiam que os nobres locais recrutassem cavaleiros, levando a um poder mais descentralizado na região. De qualquer maneira, o fato é que os cavaleiros defendiam e lutavam em nome de quem haviam prestado juramento.

Na prática, eles só trabalhavam cerca de 40 dias por ano

Embora a cavalaria fosse um trabalho de período integral, a verdade é que os cavaleiros geralmente trabalhavam apenas 40 dias por ano. Servindo como mercenários prestigiados de seus senhores, eles tinham que estar prontos para batalhar ou ajudar a escoltar seus chefes em viagens, mas às vezes esses deveres eram tão rápidos que sequer exigiam um grande esforço.

Assim, os cavaleiros tinham muitas oportunidades ao longo do ano para treinar, participar de torneios, caçar e até mesmo cortejar mulheres. Eventualmente, o suprimento de cavaleiros diminuiu em boa parte da Europa Medieval, o que os obrigou a trabalharem mais.

As suas armaduras incomodavam bastante

As armaduras medievais dos cavaleiros até podem parecer imponentes, mas há uma razão para acreditar que elas não eram nada interessantes de se usar. Obviamente, elas eram boas em desviar flechas, mas a maioria das armaduras de corpo inteiro pesava entre 18 a 30 kg, o que afetava bastante as habilidades de luta e locomoção dos cavaleiros.

De fato, muitos historiadores e pesquisadores acreditam que alguns exércitos dos séculos 14 e 15 poderiam ter vencido várias batalhas importantes se tivessem usado menos armaduras. Na prática, menos peso poderia ter tornado os cavaleiros mais rápidos, menos cansados e mais capazes de fazer ataques ágeis contra seus inimigos. Esse panorama só mudou em meados do século XVI, quando a maioria dos soldados já havia trocado suas armaduras pesadas por proteções móveis.

Eles se exibiam em torneios

Independente de ser para aprimorar suas habilidades sem entrar em batalha ou simplesmente para ganhar elogios públicos e prêmios em dinheiro, o fato é que os cavaleiros adoravam participar de torneios. Embora os cavaleiros se envolvessem na disputa de justas em boa parte dos espetáculos esportivos, os primeiros torneios apresentavam confrontos meio que “na base do mano a mano”.

Curiosamente, muitos grupos de cavaleiros armados disputaram batalhas simuladas para evitar lesões. A justa, na qual dois cavaleiros armados tentavam derrubar um ao outro dos cavalos, superou as brigas simuladas no século XV. Vale destacar que muitos desses torneios eram abertos exclusivamente para nobres e era uma grande honra participar deles.

Os homens só poderiam se tornar cavaleiros aos 21 anos

As pessoas na época medieval sofriam para atingir a marca dos 30 anos, mas mesmo assim, a maioria dos homens não se tornava cavaleiro até os 21 anos. No entanto, a partir dos 7 anos, os aspirantes a futuros cavaleiros já treinavam constantemente para se tornarem guerreiros mais fortes e capazes de exercer bem a profissão.

Nessa idade, eles aprendiam a andar a cavalo, atirar com arco e flecha, usar espadas e até a serem mais proficientes em lutas para alcançar o título de cavaleiro. Com o tempo, eles passavam por uma “cerimônia de juramento”, onde se comprometiam a trabalhar para um senhor em particular.

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