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Por que os pica-paus não sofrem danos cerebrais ao bicar árvores continuamente?

Se você bater a sua cabeça com muita força em algo, você pode sofrer uma concussão, fraturar o crânio ou até mesmo sofrer uma lesão cerebral tão grave que pode te levar à morte. De fato, as lesões cerebrais traumáticas são responsáveis ​​por quase um terço das mortes relacionadas a ferimentos nos EUA. No entanto, os pica-paus parecem não ter esse problema, já que em um dia normal, um pica-pau faz isso cerca de 12.000 vezes ao perfurar árvores, sem sofrer nenhum tipo de arranhão. Mas afinal, por que eles são tão resistentes?

Para descobrir a fonte da resistência da cabeça dos pica-paus, uma equipe de cientistas chineses resolveu dar uma olhada nos crânios dessas aves e nos seus comportamentos. Ao final do estudo, eles descobriram que existem algumas características anatômicas e outros fatores que ajudam a manter os pica-paus seguros e saudáveis enquanto perfuram árvores o dia inteiro. Primeiramente, o crânio de um pica-pau é construído de tal forma que consegue absorver facilmente quaisquer choques e minimizar os seus danos. O osso que envolve o cérebro é espesso e esponjoso, além de contar com pedaços microscópicos de ossos que formam uma “malha” fortemente entrelaçada para apoio e proteção. Nos exames, os cientistas descobriram que esse osso esponjoso é distribuído de forma desigual nos pica-paus, estando mais concentrado em torno da testa e da parte de trás do crânio, justamente onde ele pode atuar como um amortecedor de choques.

Além disso, o cérebro dentro do crânio da ave também conta com as suas próprias defesas. Ele é pequeno e liso, ficando posicionado em um espaço apertado onde a sua maior superfície aponta para a frente do crânio. Ele não se move muito e quando colide com o crânio acaba sendo amortecido. Isso o torna mais resistente a concussões, dizem os pesquisadores. Até mesmo o bico dessas aves também ajuda a prevenir traumas e concussões. A camada externa do tecido do bico superior é mais comprida do que o bico inferior, criando uma espécie de sobremordida que desvia o estresse do impacto do cérebro e o distribui nas partes inferiores do bico e do fundo do crânio.

Curiosamente, os pica-paus geralmente bicam as árvores em rajadas curtas e com intervalos. Os pesquisadores acreditam que essas pausas dão tempo suficiente ao cérebro para que ele “esfrie” antes que a batida da cabeça comece novamente e eleve a temperatura novamente, o que poderia aumentar o risco de danos.

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