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O que exatamente é o Halloween?

O que exatamente é o Halloween?

Para aqueles que ainda não sabem, o Halloween, também conhecido como “Dia das Bruxas” nos países lusófonos, é uma celebração realizada anualmente que pode ser observada em vários países ao redor do mundo. Embora as tradições do Halloween possam diferir em todo o mundo, essas celebrações realizadas no final de outubro e início de novembro são bastante comuns há milhares de anos.

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Nos países do hemisfério norte, logo quando as primeiras folhas começaram a ficar amarelas por conta do outono, muita gente já começa a se planejar para um dos eventos mais aguardados do ano. As melhores fantasias precisam ser criadas do zero, as festas têm que ser planejadas nos mínimos detalhes e as casas precisam ser decoradas com teias de aranha, demônios e zumbis saindo de tudo quanto é canto.

Mas o que exatamente é o Halloween em sua essência? Como tudo isso começou? E por que as suas tradições podem variar dependendo de cada local? Ao longo desse post, nós vamos explorar alguns detalhes que muita gente ainda parece desconhecer sobre o tradicional Dia das Bruxas.

A curiosa origem celta do Halloween

Há 2.000 anos, o Reino Unido era um lugar muito diferente do que é hoje, de modo que grande parte do seu território era habitado pelos celtas, que adoravam a natureza através de tradições místicas druídicas. Esse grupo de guerreiros até chegou a se espalhar por grande parte do norte da Europa, mas acabou sendo empurrado de volta ao Reino Unido com a expansão do império romano. Um fato curioso é que o ano novo dos celtas começava no dia 1º de novembro, sendo que o dia anterior (31 de outubro) era marcado por uma celebração muito importante chamada Samhain.

Na prática, o Samhain era um festival em homenagem ao fim do verão e à inevitável aproximação do inverno, a estação fria, escura e perigosa em que a vida se tornava mais complicada para todos. Consequentemente, essa transição entre o verão e o inverno acabou sendo tratada como um dia sagrado, pois também acreditava-se que os espíritos dos mortos poderiam atravessar a fronteira com o mundo dos vivos naquele dia em particular.

Algumas das tradições que os celtas incluíam durante o Samhain giravam em torno de enormes fogueiras para afastar os espíritos malignos e honrar os deuses celtas, além do uso de trajes selvagens e máscaras assustadoras. De fato, o Samhain era o dia em que a “mágica” era mais forte, incluindo uma crença de que os celtas seriam capazes de prever o futuro das pessoas e até de se comunicar com seres de outro mundo naquela data.

No entanto, como mencionado, o imenso Império Romano já havia perseguido os celtas de volta às Ilhas Britânicas no início do primeiro milênio. Na prática, os romanos continuaram a pressionar os celtas tanto em questões de território como em crenças culturais. Dois outros feriados romanos também caíam na mesma época, um para homenagear os mortos e outro para comemorar a colheita (Feralia e Pomona, respectivamente). Assim, embora os celtas ainda mantivessem sua autonomia, a fusão das celebrações do fim do outono já estava começando a tomar forma.

A influência do cristianismo

Séculos mais tarde, o cristianismo já estava tomando os corações e as mentes dos celtas no Reino Unido. No século 7, a adoração pelos santos e mártires cristãos estava em ascensão. O controle e a influência cristã nas terras celtas continuavam a se espalhar tentando conter as práticas e crenças pagãs desses guerreiros que adoravam a natureza. De fato, cerca de 1.000 anos atrás, os cristãos lançaram um novo feriado em memória dos mortos no dia 2 de novembro, originalmente chamado de “Dia das Almas” e que viria a se tornar o popular “Dia de Finados”.

Para manter as coisas em ordem, isso significa que o Samhain era celebrado em 31 de outubro pelos celtas, enquanto o Dia de Todos os Santos e o Dia de Todas as Almas passaram a ser comemorados em 1 e 2 de novembro, respectivamente, pelos cristãos. Vale destacar que o Dia de Todos os Santos era muitas vezes conhecido por outro nome, All-Hallows, então o dia anterior ficou conhecido como All-Hallows Eve, que gradualmente mudou para Halloween.

À medida que a maré de poder e a influência espiritual migrava para o cristianismo e se distanciava do paganismo, particularmente depois que o Novo Mundo foi descoberto, esse período de celebrações no final de outubro e início de novembro tornou-se amplamente conhecido como Halloween.

Curiosamente, o Samhain permanece sendo uma data sagrada e comemorada por alguns ao redor do mundo, especialmente aqueles com raízes celtas ou nativos de crenças pagãs. Mas, por outro lado, o Dia das Bruxas certamente venceu a batalha do reconhecimento de nomes e da ampla aceitação.

As origens das tradições do Halloween

Todo festival celebrado em todo o mundo conta com certas tradições que podem parecer um pouco estranhas para os estrangeiros e o Halloween não é uma exceção. Ainda assim, as principais tradições incluem vestir fantasias assustadoras, esculpir lanternas de abóboras e pedir doces a estranhos. No entanto, o que pouca gente sabe é que quase todas essas tradições do Halloween remontam a outras partes das celebrações pagãs outonais do passado.

Vestir roupas estranhas é uma tradição remanescente do Samhain, quando os adoradores celtas se vestiam com peles de animais e máscaras. Vestindo-se dessa forma, esses antigos guerreiros acreditavam que estariam seguros caso se deparassem com um demônio “real” nas ruas. De fato, a conexão do mundo real com o universo dos fantasmas é o motivo pelo qual tantas fantasias de Halloween apresentam características assustadoras, demoníacas e sobrenaturais.

No caso das lanternas de abóboras, os antigos celtas já costumavam acender velas dentro de nabos para afastar os espíritos malignos durante o Samhain. No entanto, quando essa tradição chegou aos EUA, percebeu-se que as aboboras eram mais abundantes. Por isso, ficou decidido que faria muito mais sentido usar as abóboras como lanternas em vez dos nabos.

Já a tradição de pedir doces tem origens na Idade Média. Na época, crianças e adultos já se disfarçavam em fantasias e se dirigiam a outras casas oferecendo canções e orações em troca de dinheiro ou comida. Ao longo dos anos, isso se transformou na tradição de fazer com que as crianças peçam comida e dinheiro a vizinhos e estranhos, embora a primeira aparição do termo “travessuras ou gostosuras” só tenha sido documentada em meados da década de 1920.

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