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Por que as transfusões de sangue demoram para ser concluídas?

Se você já precisou de uma transfusão de sangue, seja após uma cirurgia, um acidente ou até mesmo devido a uma condição médica específica, já deve saber que esse processo pode ser um tanto chato. Uma vez que a enfermeira conecta seu braço à bolsa de sangue, a duração do procedimento pode levar até 4 horas ou mais! Dado o ritmo acelerado do mundo moderno e a rapidez de muitos outros procedimentos médicos, muitas pessoas se perguntam por que as transfusões de sangue ainda demoram tanto!

Bem, considerando a natureza delicada desse procedimento comum e seu impacto em potencial para salvar vidas, você apreciará melhor o tempo que esse processo leva para ser concluído depois de aprender um pouco mais sobre ele no decorrer deste artigo.

O que exatamente é uma transfusão de sangue?

Uma transfusão de sangue é um meio de adicionar sangue ao corpo, normalmente no caso de doença ou grave lesão ou quando o corpo do paciente está incapaz de manter os níveis saudáveis de sangue. Uma pessoa que pesa entre 70-80 quilos terá uma média de 4-5 litros de sangue. O corpo até é capaz de produzir rapidamente mais sangue, mas no caso de um alto volume de perda desse fluido (ou seja, mais de 2 a 3 litros de sangue), normalmente é necessária uma transfusão.

Uma consideração importante em qualquer transfusão de sangue é que o sangue administrado tem que ser de um tipo sanguíneo compatível com o do indivíduo. Os tipos sanguíneos comuns são A, B, AB e O, juntamente com uma designação de fator Rh (+ ou -). É preciso garantir que essas características sempre correspondam, caso contrário o corpo rejeitará o sangue doado, atacando-o com anticorpos que não reconhecem os antígenos nas próprias células sanguíneas. Por isso, o sangue doado para os bancos de sangue é cuidadosamente examinado.

Também é importante destacar que nem todas as transfusões de sangue são iguais. Embora o nosso sangue total seja composto de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma, muitos pacientes precisam de apenas um desses produtos. Por exemplo, se a contagem de glóbulos brancos de um paciente for perigosamente baixa, como no caso de pacientes em quimioterapia, eles podem receber uma transfusão de glóbulos brancos, em vez de glóbulos vermelhos adicionais ou plaquetas que não estão faltando.

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Embora lesões traumáticas ou cirurgias geralmente exijam o uso de transfusões de sangue, também existem várias condições médicas que podem exigir a transfusão única ou regular de sangue. Algumas dessas doenças incluem anemia, doença das células falciformes, certos tipos de câncer, doença hepática e uma grande variedade de doenças relacionadas ao sangue. Os variados tipos de transfusões de sangue e seus objetivos podem afetar a velocidade com que a transfusão é permitida, conforme explicaremos no próximo tópico.

Por que as transfusões demoram tanto?

A maioria das transfusões de sangue leva entre 1 a 4 horas, dependendo do tipo de produto sanguíneo, mas essa velocidade pode variar em casos diferentes, como durante uma emergência ou depois que um paciente mostra que não está apresentando nenhum efeito colateral negativo. Se você precisar de grandes volumes de sangue total, a transfusão pode demorar mais.

Na prática, a discrepância nos tempos tem a ver com o fato de que aumentar a taxa de transfusão pode potencialmente danificar as células sanguíneas quando estas entram no corpo. No entanto, se você estiver recebendo apenas uma transfusão de plaquetas ou plasma, o processo poderá ser realizado muito mais rapidamente.

No caso de uma emergência, principalmente se a vida do paciente estiver em grande perigo ou se o sangramento for contínuo, o sangue pode ser transfundido mais rapidamente. Nesse caso, os potenciais efeitos colaterais da transfusão rápida são superados pela necessidade de salvar a vida do paciente. No entanto, na maioria dos casos, o procedimento ocorre lentamente porque um paciente deve ser monitorado durante boa parte do processo de transfusão, pelo menos nos primeiros quinze minutos.

Se uma reação negativa ocorrer durante essa janela de tempo inicial, a enfermeira poderá interromper a transfusão e identificar o problema rapidamente. Embora o sangue seja cuidadosamente verificado para corresponder corretamente aos tipos sanguíneos dos pacientes, ainda pode haver reações alérgicas leves ou sensibilidades em alguns receptores, por isso é importante todo esse cuidado.

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Quais são as reações e efeitos colaterais mais comuns durante as transfusões de sangue?

As reações mais comuns durante esse tipo de procedimento envolvem pequenas alergias. Efeitos colaterais mais raros e graves, como calafrios, tonturas, coceira, náusea, febre, problemas respiratórios e cardíacos, geralmente só ocorrem quando os glóbulos brancos do sangue do doador começam a atacar as células sanguíneas do corpo. Além disso, se o paciente tiver problemas circulatórios que dificultam a regulação dos níveis de fluidos no sangue, pode ser necessária uma introdução mais lenta de sangue novo.

Efeitos colaterais inesperados durante transfusões de sangue são raros, mas quando são detectadas reações negativas, elas devem ser tratadas rapidamente. Manter o fluxo inicial de sangue baixo, caso surja um desses efeitos colaterais, contribui parcialmente para o processo aparentemente lento da transfusão de sangue. Após essa janela inicial, se os sinais vitais do paciente permanecerem estáveis ​​e inalterados, uma enfermeira poderá aumentar a velocidade da transfusão a seu próprio critério.

No entanto, conforme já foi mencionado neste artigo, é necessária uma média de 1 a 4 horas para transfusões em locais não emergenciais para garantir a entrega segura de sangue não danificado, dependendo do tipo de produto sanguíneo e da necessidade médica.

Vale destacar que a experiência de receber uma transfusão de sangue não costuma ser agradável, pois geralmente indica uma lesão traumática, cirurgia ou doença crônica, mas ainda assim não é aconselhável acelerar o processo. Para garantir que seu corpo esteja reagindo bem ao sangue do doador ou para evitar complicações com as condições de saúde existentes e proteger a integridade do próprio sangue, a paciência é uma virtude essencial quando se trata de transfusões de sangue.

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