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Como os animais noturnos caçam suas presas na escuridão?

Poucas coisas conseguem ser tão inquietantes quanto o som de uma coruja piando além do calor de uma fogueira em uma floresta à noite, mas esses pássaros estão longe de ser as únicas criaturas que se sentem mais à vontade na escuridão. De fato, existem centenas de animais noturnos em todo o mundo, desde morcegos até leopardos e tarântulas, os quais encontraram maneiras eficazes de sobreviver durante a noite, apesar da falta de luz.

A ideia de colocar um ser humano para vagar pela selva negra enquanto tenta garantir uma refeição rica em nutrientes parece ser algo completamente ridículo, até porque a maioria de nós mal consegue ir ao banheiro no meio da noite sem bater nas paredes. No entanto, muitos animais não apenas sobrevivem, mas prosperam como resultado de seus hábitos noturnos. Mas, afinal de contas, como eles fazem isso? Como os animais noturnos caçam suas presas na escuridão total?

As vantagens de ter uma vida noturna

Para aqueles que não estão familiarizados com a ideia de “noturnidade”, isso descreve as criaturas que são principalmente ativas à noite e que dormem durante o dia. A maioria dos humanos e a maioria dos animais em geral são diurnos, o que significa que dormem à noite e são ativos durante o dia. Acredita-se que, ao longo da história evolutiva, o comportamento noturno tenha se desenvolvido como um meio de equilibrar um ecossistema, possibilitando uma maior variedade de espécies e reduzindo a competição durante o dia.

Obviamente, esse não foi um desenvolvimento consciente, mas foi algo alcançado através de adaptações que se desenvolveram ao longo de milhares de gerações. As adaptações dos animais noturnos, que serão explicadas em mais detalhes ao longo desse artigo, permitiram uma caça mais eficaz à noite, assim que a luz começa a desaparecer. Na prática, os indivíduos com tais mutações ou habilidades são capazes de encontrar comida quando outros predadores dormem ou não podem continuar a caçar.

As vantagens de uma vida noturna para as espécies naturalmente “equipadas” são significativas, embora algumas vantagens beneficiem os predadores e outras ajudem as presas. Para predadores de pequenos mamíferos, a noite é um excelente momento para caçar, pois muitos roedores pequenos são igualmente noturnos e, para predadores de tamanho médio, a falta de competição por esse alimento é extremamente benéfica.

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Para as presas, é mais difícil ser detectado à noite em comparação com as mais numerosas ameaças diurnas, sem falar que também há menos predadores caçando à noite, uma vez que a vida noturna é um tanto incomum. Finalmente, tanto para predadores quanto para presas, a noite é mais fria e, portanto, em algumas partes do mundo, isso acaba exigindo muito menos gasto de energia do que perseguir as presas em um dia quente, especialmente ao meio-dia.

As engenhosas adaptações visuais dos animais noturnos

Se você ficasse completamente perdido e praticamente cego em uma floresta à noite, quais “superpoderes” você gostaria de ter? Bem, considerando que as criaturas vivas normalmente interagem com o ambiente por meio dos sentidos, você poderia sugerir a capacidade de ver no escuro, ouvir coisas de longe e cheirar com muito mais especificidade e foco, não é mesmo?

Pois bem, as adaptações necessárias para as milhares de espécies noturnas ao redor do mundo estão nessa mesma linha, incluindo sentidos mais poderosos ou intensos de olfato, tato, visão e audição, juntamente com outros poderes de percepção com os quais os humanos podem apenas sonhar! No caso da visão, enquanto os humanos desenvolveram uma série de tecnologias para enxergar no escuro, como os óculos de visão noturna, os animais noturnos contam com os seus próprios métodos naturais.

Antes de tudo, os olhos dos animais noturnos tendem a ser bastante grandes e têm pupilas que podem se dilatar até os extremos, permitindo que eles tenham uma “visão escotópica”. Para entender melhor, considere um gato em um quarto escuro, quando seus olhos parecerem completamente pretos, ou pense nos enormes e imóveis olhos de uma coruja, que compõem até 3% do seu peso corporal. Na prática, esses olhos ampliados permitem uma maior coleta de luz, embora isso resulte em uma menor percepção de cores.

Outras adaptações relacionadas à forma e função dos olhos permitem que os animais noturnos tenham uma percepção de profundidade incrivelmente precisa, bem como uma visão telescópica, em alguns casos. Por último, muitos animais noturnos têm uma camada especializada de células reflexivas na retina, que por sua vez devolvem a luz para as células que convertem os dados visuais em sinais que ajudam a compreender o mundo sombrio no qual essas criaturas vivem.

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O papel da audição aguçada

Algumas pessoas até podem ouvir o barulho de um alfinete ao cair em um local silencioso, mas ainda assim, os poderes auditivos do ser humano não são nada se comparados aos dos animais noturnos. Para se ter uma ideia, os seres humanos podem ouvir uma faixa de frequência de 2-5 kilohertz, que é pateticamente baixa, mesmo em comparação com nossos cães e gatos domesticados. Os ratos, por exemplo, podem ouvir até 200 kilohertz, o que significa que eles podem detectar o movimento de um inseto a metros de distância!

A principal razão para a existência de uma ótima audição em certos animais, como no caso dos ratos, é o formato de suas orelhas, que geralmente são grandes em comparação com o tamanho do corpo da criatura em questão, sem falar no seu formato de concha que detecta melhor as vibrações no ar.

Além disso, a maioria dos animais noturnos tem audição assimétrica, o que significa que seus ouvidos podem ouvir independentemente um do outro, permitindo que eles localizem e identifiquem melhor onde as coisas estão soando pelo som. Em outras palavras, isso significa que os animais podem se concentrar exatamente na direção de onde o som está surgindo.

A eficácia da ecolocalização

Embora a ecolocalização seja frequentemente agrupada como uma forma de “visão”, ela é na verdade uma adaptação muito diferente. Animais como morcegos tornaram-se lendários pelo uso dessa habilidade invejável. A ecolocalização é quando um animal produz uma onda sonora de alta frequência que emite no ambiente. Desse modo, a onda sonora retornará rapidamente dos objetos nas proximidades, dando ao animal noturno uma “imagem” dos arredores e sua posição.

Quando um desses raios de som ricocheteia na presa, o morcego pode identificar rapidamente onde a criatura está, consequentemente calculando a trajetória interceptadora para caçar sua próxima refeição. Os morcegos são animais com uma visão muito ruim, mas são caçadores experientes e aviadores habilidosos, mostrando o quão eficaz e poderosa a ecolocalização pode ser!

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