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Atriz foi a inventora do sistema que serviu de base para telefones celulares

Atriz foi a inventora do sistema que serviu de base para telefones celulares

Seu nome era Hedwig Eva Maria Kiesler, mais conhecida por seu nome artístico Hedy Lamarr. Ela foi uma atriz e inventora austríaca que viveu por quase toda a vida nos Estados Unidos. Ela estrelou em diversos filmes durante a adolescência na Alemanha e na época era considerada a mulher mais bela da Europa. Em 1933 ela estrelou um filme feito em Praga de Gustav Machatý chamado Êxtase onde apareceu nua entre folhagens numa cena de mergulho. Ela foi casada com Friedrich Mandl ainda na Alemanha, um homem bastante controlador que participava como a ascendente elite nazista. Para se livrar da situação em que se encontrava, a atriz persuadiu Mandl a deixa-la usar joias caríssimas em uma festa, lugar onde o drogou com a ajuda da empregada e fugiu usando as valiosas joias que usou para sobreviver. Então foi para os Estados Unidos onde se naturalizou em 10 de abril de 1953.

Uma vez em Hollywood, a atriz deslanchou, estreou em 1938 no filme Algiers e depois foi só ladeira a cima. Mas vamos ao que interessa nesta matéria, seu grande invento. Hady Lamarr criou um sistema durante a Segunda Guerra Mundial que funcionava com a interferência em rádio, a ideia era despistar possíveis radares nazistas. Após inventa-lo, a atriz o patenteou com seu nome verdadeiro: Hedwig Eva Maria Kiesler. Ela teve a ideia enquanto brincava com o compositor George Antheil de frente a um piano, juntos eles faziam um dueto e repetiam outras escalas para as notas tocadas. Ou seja, é possível conversar entre si mudando frequentemente o canal de comunicação desde que fizessem isso ao mesmo tempo!

Antheil e Hedy se uniram para mostrar a ideia ao Departamento de Guerra dos EUA que recusou o invento. Então, em 1942 a atriz e o compositor se uniram para patentear a primeira versão do invento que trocava 88 frequências. O projeto só foi concretizado em 1962 quando os Estados Unidos utilizaram o aparelho em Cuba quando a patente já havia expirado e sido refeita pela empresa Sylviana. A ideia só foi reconhecida em 1997 quando a Electronic Frontier Foundation concedeu a Hedy Lamarr um prêmio por sua contribuição. A ideia serviu como base para o desenvolvimento de tecnologias como o COFDM que é usado em conexões WI-FI e CDMA usado nos telefones celulares.

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