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Você sabia que lagosta já foi considerada ‘comida de pobre’?

Você sabia que lagosta já foi considerada ‘comida de pobre’?

Quando alguém cita o nome “lagosta”, algumas palavras que podem vir à mente logo em seguida giram em torno da delicadeza, da fantasia, do luxo e do seu preço absurdamente alto. No entanto, é importante deixar claro que nem sempre foi assim. Anteriormente considerada como uma espécie de “barata do mar” e servida como alimento para criados, imigrantes e até gatos de estimação, a lagosta surpreendentemente já foi motivo de chacota entre os frutos do mar. Considerada anteriormente como um prato adequado apenas para os “pobres”, até mesmo o fato de alguém ter talheres específicos para comer lagosta em casa era encarado como um sinal de pobreza no passado. No entanto, hoje a lagosta é vista como um dos alimentos que mais representam o luxo, juntamente com o famoso caviar. Então, como foi que toda essa mudança de conceitos aconteceu?

Bem, na prática, tudo começou com a industrialização. Quando as ferrovias começaram a se expandir em toda a América do Norte, os responsáveis pelo gerenciamento dos transportes perceberam que, como praticamente apenas as pessoas que viviam no litoral conheciam a lagosta e a sua fama de “pobre”, os trens poderiam facilmente servi-la aos passageiros internos como se fosse um item raro e exótico. Este plano pareceu funcionar muito bem logo no início, quando as pessoas começaram a exigir lagostas para além das ferrovias. Não demorou muito para que no final de 1800 os chefs de cozinha descobrissem que as lagostas cozidas ainda vivas apresentavam um gosto melhor e ficavam livres de quaisquer riscos de intoxicação, o que popularizou a iguaria ainda mais.

Curiosamente, durante a Segunda Guerra Mundial, as lagostas não foram racionadas como outros alimentos, o que fez com que pessoas de todas as classes passassem a comê-la, descobrindo toda a sua delícia antes escondida. Foi só na década de 1950 que a lagosta realmente se estabeleceu como um autêntico alimento de luxo, graças à diminuição da oferta do animal nas águas e aos métodos de preparo cada vez mais sofisticados.

Ou seja, a lagosta em si nunca mudou através do tempo. Na verdade, foram as percepções e as atitudes das pessoas em relação à lagosta que impulsionaram a mudança no comportamento do consumidor. Hoje em dia, a lagosta ocupa um lugar privilegiado como um dos itens mais caros em restaurantes luxuosos, sendo reservada apenas para ocasiões especiais.

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