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5 coisas que você provavelmente não sabe sobre investigação criminal

5 coisas que você provavelmente não sabe sobre investigação criminal

Embora a ciência forense seja um campo bem difundido, muita gente a acusa de ser “menos científica” e até mais voltada à “pseudociência” de que outros campos, já que ela conta com altas taxas de erro. No entanto, por mais que as pessoas queiram acreditar na famosa precisão dos vários métodos de investigação criminal, a realidade é que eles não funcionam da mesma maneira como o que é mostrado em séries de TV famosas, como C.S.I., Arquivo X e Criminal Minds.

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Além disso, os criminosos e seus métodos de execução de crimes são muitas vezes bem mais complexos. Desse modo, embora os programas de investigação criminal possam ser muito divertidos, há muitas coisas que eles erram muito, mais do que deveriam, na verdade. Isso porque muitos dos métodos utilizados na ciência forense são bem menos precisos ou convenientes do que os filmes e a TV fazem qualquer pessoa acreditar. A seguir, você pode conferir alguns detalhes curiosos que você provavelmente desconhecia  sobre a investigação criminal. Confira!

5. A análise dos ferimentos causados por armas de fogo é muito imprecisa

Ao longo de uma investigação criminal, é muito importante estudar ferimentos a bala para determinar o número de projéteis que acertam a vítima, o tipo de arma de fogo e munição usada, e assim por diante. O problema é que, apesar de ser uma análise muito interessante, ela também é altamente imprecisa. Na prática, os responsáveis pela análise tentam ao máximo interpretar corretamente as feridas, mas a taxa efetiva de sucesso desse método ainda permanece sendo muito baixa.

De fato, a análise dos ferimentos causados por arma de fogo mostrou-se ser imprecisa em mais da metade dos casos, e esse número é surpreendentemente generoso, já que alguns estudos mostram taxas de erro ainda maiores! Como a análise e feita na base da interpretação, o nível de objetividade desse método é bastante baixo, por isso não deve ser considerado uma maneira confiável de solucionar crimes. Em outras palavras, a triste verdade é que esse método falha mais do que consegue acertar.

4. Os assassinos em série não costumam ser tão inteligentes como se pensa

Os assassinos em série da vida real geralmente não são nada parecidos com os mostrados nos filmes. Muita gente pode não saber disso, mas muitos dos assassinos em série estão longe de serem verdadeiros gênios malignos cometendo assassinatos perfeitos, talvez muito mais longe do que você imagina!

Mais notavelmente, embora alguns serial killers até sejam realmente muito inteligentes, um assassino em série “comum” não costuma ser tão genial assim. Na verdade, seu QI não é nada especial, com média de 94,7, que está na extremidade inferior da faixa média de 90 a 110. Curiosamente aqueles que usam bombas para cometer seus crimes são estatisticamente os mais inteligentes, enquanto aqueles que matam as suas vítimas com armas de fogo ficam no meio da tabela. Já os assassinos em série que fazem o uso de venenos são geralmente os mais “idiotas”.

3. Exames toxicológicos podem ser manipulados

A química forense e a toxicologia são os estudos voltados às análises de substâncias químicas em um contexto forense, como drogas encontradas no corpo de uma vítima ou de um criminoso. Soa bem simples na teoria, não é mesmo? Pois bem, o problema é que a realidade não é tão simples assim. Na prática, esses resultados costumam ser tratados de maneira não especializada ou podem ser até mesmo manipulados, o que é muito ruim para a investigação, já que descobrir quais drogas ou substâncias o corpo de uma vítima ou suspeito contém é uma coisa certamente muito útil.

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Em um caso que envolveu esse tipo de situação, uma mulher chamada Annie Dookhan, manipulou, arruinou e falsificou mais de 60.000 amostras, mandando pessoas inocentes para a cadeia e deixando outros saírem livres sem o castigo que mereciam. Em 2012, ela foi presa pelo mau uso intencional de tantas amostras.

2. Impressões digitais não são obtidas tão facilmente como muita gente pensa

Pois é, as impressões digitais não são tão fáceis de obter. A análise de impressões digitais ainda é vulnerável ao preconceito e subjetividade humanos. Além disso, não há máquina que consiga comparar “magicamente” as impressões digitais obtidas, pelo menos, não com precisão satisfatória.

Se você assiste a programas de TV relacionados à investigação de crimes, já pode ter ouvido o termo “impressão parcial”. Ter apenas uma impressão parcial dificulta bastante a precisão da análise de impressões digitais, fazendo com que a taxa de falhas desse método aumente ainda mais. Além disso, embora esse seja um problema menos relevante, os coalas têm impressões digitais bastante semelhantes às humanas, tanto que suas impressões até já chegaram a enganar a polícia americana no passado!

1. A análise de DNA é muito mais complexa do que parece

Todo mundo já sabe que o teste de DNA é um método bastante preciso para vários fins. No entanto, isso não quer dizer que ele seja perfeito e infalível. Então, quais são os maiores problemas com o teste de DNA? A resposta é muito simples: tempo e fatores ambientais podem minar consideravelmente a precisão desse tipo de teste. Parece muito conveniente em séries de investigação criminal quando eles pegam uma amostra de DNA, esperam algumas horas e os resultados ficam prontos sem maiores problemas. Só que, quando de trata da vida real, não é bem assim que a coisa funciona.

De fato, um teste de DNA para fins de investigação criminal pode levar meses para ser concluído devido à carga de trabalho e aos processos de verificação dos laboratórios responsáveis pelos testes. Embora possa ser extremamente útil, estima-se que uma análise do tipo possa levar de dois a seis meses para ser finalizada. Além disso, para piorar a situação ainda mais, os testes de DNA nem sempre são úteis. Isso porque, embora os testes de DNA possam ser muito precisos em condições ideais (assim como as impressões digitais), as circunstâncias nas quais as amostras são coletadas em cenas de crime são frequentemente imperfeitas e, mesmo depois de vários testes, podem acabar sendo inúteis ou até mesmo conduzir os investigadores para o caminho errado da investigação.

A investigação criminal é incrivelmente complexa, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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