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As histórias de 5 pessoas que se sacrificaram para salvar outras

As histórias de 5 pessoas que se sacrificaram para salvar outras

Desde o início dos tempos e em praticamente todas as culturas, o ato de sacrificar sua própria vida para que os outros possam viver tem sido considerado algo de extrema coragem e altruísmo. Compreensivelmente, essa é uma ação que poucas pessoas estão dispostas a fazer, mas ao longo da história, algumas pessoas notáveis fizeram exatamente isso. Nesses casos, elas desistiram de suas vidas na esperança de que outras pessoas pudessem continuar vivendo.

O que é ainda mais extraordinário e heroico do que alguém sacrificar sua própria vida para salvar seus amigos e entes queridos é quando alguém resolve ceifar a sua vida para salvar estranhos. Na lista a seguir, você vai conhecer alguns bons exemplos que retratam essas situações. Seja a fim de promover uma causa maior do que eles ou simplesmente para salvar uma outra alma, o fato é que as pessoas a seguir merecem ser lembradas até hoje pelos seus atos heroicos. Confira!

5. John Robert Fox

A Segunda Guerra Mundial contou com muitos soldados bravos que colocaram suas vidas em risco para salvar seus companheiros. Um bom exemplo disso é a história do tenente John Robert Fox. Esse americano de 29 anos estava em serviço na região de Sommocolonia, um vilarejo na Itália que era alvo frequente de combates entre forças americanas e alemãs. Em um dia de Natal, as forças americanas ganharam o controle da cidade, mas no dia seguinte, o contra-ataque alemão começou nas primeiras horas da manhã, como já era esperado.

Como John era um observador de artilharia, seu papel exigia que ele coordenasse os comandos de rádio para informar as unidades onde executar as suas ações. No entanto, com o forte ataque dos alemães, a unidade dos EUA foi forçada a recuar. Escondido em sua posição de vigia no segundo andar de uma casa, ele usou o rádio para contatar a sua unidade de combate para pedir que eles abrissem fogo em direção à vila. Isso daria às tropas o tempo suficiente para que elas se retirasseem, mas ao mesmo tempo acabaria com a vida de John.

Mesmo assim, ele deu as ordens para que isso fosse feito, de modo que o seu sacrifício forneceu a cobertura necessária para os soldados em retirada, o que permitiu que a unidade dos EUA se recuperasse em Sommocolonia alguns dias depois.

4. Maximiliano Kolbe

Muitas pessoas realmente corajosas arriscaram suas vidas para salvar outras durante o Holocausto, sendo uma das mais memoráveis a de Maximilian Kolbe, um padre polonês que foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz em 1941. Lá, os nazistas faziam com que os prisioneiros no campo de extermínio passassem fome, já que cada um recebia pequenas rações que não podiam sustentar nem mesmo uma criança. Com todos lutando para conseguir alguma comida, o padre Maximilian Kolbe já chamava a atenção ao resolver passar fome para oferecer as suas refeições aos outros prisioneiros.

Também havia uma regra em Auschwitz que dizia que dez homens seriam mortos se alguém tentasse escapar do campo de concentração. Um homem do bunker de Kolbe escapou em julho de 1941, fazendo com que 10 homens fossem selecionados para serem deixados para morrer de fome. Quando Franciszek Gajowniczek, um dos prisioneiros eleitos, chorou angustiado, Kolbe se aproximou do comandante e disse que queria morrer em seu lugar, pois dizia já ser velho e sem família, diferentemente de Gajowniczek. O comandante aceitou seu pedido e o padre assumiu o lugar de Gajowniczek.

Depois de duas semanas de fome e sede, Kolbe era a única pessoa no grupo que estava plenamente consciente. Como não havia morrido, o padre foi obrigado a receber uma dose fatal de ácido carbólico em 14 de agosto de 1941.

3. Jack Phillips

Jack Phillips era um operador de telégrafo de 25 anos que provou ser um dos vários heróis durante o naufrágio do RMS Titanic. Na noite de 14 de abril de 1912, Phillips estava trabalhando na central do navio responsável pela comunicação sem fio da embarcação. Naquela noite, ele e Harold Bride, um oficial da rede sem fio do navio, transmitiram várias mensagens sobre alertas de iceberg ao capitão Edward Smith. Quando o RMS Titanic atingiu um iceberg às 23h40, Phillips continuou a trabalhar na sala sem fio, mesmo com o pavor eminente.

Quando o Capitão Smith entrou e ordenou que Phillips enviasse um sinal de socorro, pedindo ajuda de navios próximos e fornecendo a posição estimada do navio, ambos os funcionários passaram a trabalhar incansavelmente até as 2:00 da manhã enviando sinais de socorro. Em seguida, o capitão Smith disse que ambos já haviam cumprido seus deveres e ordenou que eles abandonassem o navio. Enquanto Bride aproveitou a oportunidade para jogar dispositivos de flutuação na água para ajudar os outros, Phillips permaneceu em seu posto na sala sem fio enviando sinais de socorro até o minuto final do afundamento do navio.

Bride conseguiu sobreviver, mas Phillips não teve a mesma sorte. Embora ele tenha conseguido subir em um bote salva-vidas, ele infelizmente morreu quando escorregou e caiu na água gelada. Mas mesmo com a sua morte, Phillips foi considerado um herói, pois o resgate do Titanic teria demorado muito mais tempo caso ele não tivesse continuado a enviar sinais de socorros, o que consequentemente ceifaria a vida de outras centenas de pessoas.

2. Godwin Ajala

Quando Godwin Ajala, nascido na Nigéria, chegou pela primeira vez aos Estados Unidos, ele teve que se submeter a trabalhar em vários empregos mal remunerados até conseguir uma vaga como oficial de controle de acesso no World Trade Center. Seu papel exigia que ele andasse por vários andares e elevadores das duas torres para proteger o prédio e fornecer assistência para pequenas emergências. Quando ele não estava trabalhando nas torres, ele costumava se preparae para fazer uma prova para tentar seguir uma carreira jurídica no Estado de Nova York.

No entanto, quando os aviões atingiram o World Trade Center nos ataques de 11 de setembro, Ajala não mediu esforços para ajudar milhares de pessoas a evacuar as torres. Mesmo em meio a tanto pânico, ele foi capaz de segurar uma porta aberta para ajudar as pessoas a fugirem do prédio em segurança. Infelizmente, ele acabou inalando muita fumaça e entrou em coma, morrendo no domingo seguinte.

1. Rick Rescorla

Rick Rescorla, um ex-oficial militar nascido na Grã-Bretanha, serviu como chefe de segurança do banco Morgan Stanley na Torre Sul do World Trade Center. O ataque terrorista de 1993 no complexo já havia chamado a atenção de Rick, que ao acreditar que o World Trade Center poderia passar por algo semelhante no futuro, regularmente fazia com que os funcionários no banco treinassem exercícios de fuga. No fim das contas, Rick realmente estava certo, sendo que isso ficou evidente durante os ataques de 11 de setembro de 2001.

Em 11 de setembro, Rick Rescorla também ajudou a conduzir várias pessoas para as saídas da torre em segurança, enquanto cantava canções para tentar aliviar o estresse da situação. Além disso, ele retornou ao 10º andar da Torre Sul para ajudar outras pessoas a evacuar o prédio. Embora Rick tenha sido uma das mais de 2.600 pessoas que infelizmente morreram quando as torres desmoronaram, acredita-se que suas ações heroicas salvaram a vida de mais de 2.500 funcionários, transformando-o em um herói da vida real.

Verdadeiros heróis da vida real, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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