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Por que não podemos olhar diretamente para o sol?

Por que não podemos olhar diretamente para o sol?

Você já deve saber muito bem que é absurdamente difícil olhar diretamente para o sol, especialmente nos momentos próximos ao meio-dia. De fato, essa não é apenas uma ação bastante desconfortável, mas também pode ser muito perigosa, já que isso pode causar efeitos adversos nos olhos a longo prazo, podendo levar até a danos permanentes. Na verdade, é exatamente por causa de fatores desse tipo que muitos especialistas, como os cientistas oculares e astrônomos, aconselham fortemente para que você evite assistir a um eclipse solar sem o uso de óculos de proteção ou outros equipamentos do tipo.

Basicamente, os raios ultravioleta prejudiciais do sol podem danificar facilmente os seus olhos se você olhar diretamente para esse astro por um longo período de tempo. Mas você já parou para pensar que nas vezes em que você olha para o sol, mas com sua visão periférica (com os “olhos de lado”), nada de mal costuma acontecer? Geralmente, não ouvimos falar de pessoas que chegaram a apresentar problemas oculares ao andar normalmente em um dia ensolarado, não é mesmo?

Então, por que será que não podemos olhar diretamente para o sol, mas ao mesmo tempo não precisamos nos preocupar com os raios que nos atingem através da nossa visão periférica? Por que não sofremos nenhum dano à nossa visão em casos desse tipo? São exatamente essas questões que iremos abordar ao longo desse post!

Afinal, como os nossos olhos são afetados quando olhamos diretamente para o sol?

Quando alguém olha para o sol por muito tempo, essa simples ação pode resultar em uma grande quantidade luz ultravioleta inundando a retina, causando um certo problema que é cientificamente conhecido como “retinopatia solar”. Nos piores casos, a retinopatia solar pode até causar a cegueira permanente, embora isso seja muito difícil de acontecer.

Mas a verdade é que olhar diretamente para o sol pode ser algo tão doloroso que geralmente é impossível alguém fixar o olhar para a estrela do nosso sistema por tanto tempo. Outros danos típicos aos olhos depois de uma longa exposição direta ao sol podem incluir manchas escuras ou amareladas, visão embaçada ou turva, perda de visão no centro do olho (a fóvea), entre outros.

Agora, vamos tentar entender os detalhes desse problema. Pois bem, existe uma espécie de “lente” na parte frontal do olho, cujo trabalho principal é concentrar a luz incidente na mácula, uma área pigmentada e ovalada próxima ao centro da retina. Ela tem a maior concentração de nervos e as mais finas camadas protetoras. Por sua vez, a pupila localiza-se diretamente à frente do olho. Desse modo, quando você olha diretamente para o sol, a lente focaliza a luz na retina, o que pode resultar em tais danos.

Por que nada acontece com a nossa visão periférica?

Como já foi citado anteriormente, já está bem claro que se olharmos diretamente para o sol sem o uso de algum instrumento específico, como óculos escuros de proteção, os nossos olhos podem sofrer danos graves. No entanto, quando você não olha diretamente para o sol, mas olha para a estrela de uma forma indireta, os mesmos danos não ocorrem, não é mesmo? Então, por que os olhos parecem ficar “imunes” no caso da nossa visão periférica?

Por muito tempo, especialmente na Idade Média, quando não havia conhecimento médico específico e tecnologia disponíveis, esse assunto chegou a gerar muitas dúvidas. No entanto, nos dias atuais é possível termos um completo entendimento dessa questão. Na verdade, o que acontece nesse tipo de situação é bem semelhante ao que ocorre quando tentamos queimar algum pedaço de papel com uma lente de aumento.

Se você já fez esse experimento alguma vez na vida (seja através de um trabalho escolar ou simplesmente por diversão), já deve saber muito bem que só é possível abrir um pequeno buraco no papel quando seguramos a lente de aumento em um determinado ângulo, de modo que a luz do sol pode ser capaz de se concentrar nitidamente em um único ponto do papel, consequentemente causando a queima do material. Por outro lado, se você segurar a lente de aumento no ângulo errado, nada de surpreendente vai acontecer, já que, nesse caso, a luz do sol não está sendo focada em um ponto específico, mas está simplesmente passando através do vidro sem se concentrar em um ponto fixo.

Uma questão de “foco”

Ou seja, assim como foi destacado no exemplo anterior, praticamente a mesma coisa acontece com a sua visão. Quando você está olhando diretamente para o sol, a lente do seu olho foca os raios do sol, de modo que a luz mais intensa cai diretamente na retina, podendo causar desconforto ou até mesmo “queimá-la”. No entanto, quando você não está olhando diretamente para o sol, mas simplesmente através da sua visão periférica, menos luz acaba entrando na pupila e, consequentemente, na retina.

É exatamente por conta desses detalhes que o sol não costuma ofuscar ou causar quaisquer danos quando está sendo observado apenas pelo campo da sua visão periférica. Para simplificarmos ainda mais as coisas por aqui, basta levarmos em conta o fato de que quanto mais “espaçada” uma determinada fonte de luz (nesse caso a luz do sol) ficar no centro de seu campo de visão, menos claridade entrará em contato direto com os olhos, o que consequentemente diminuirá radicalmente o surgimento de quaisquer danos oculares.

Dito isto, agora fica bem mais fácil de entender que, em teoria, se você ficar em qualquer lugar exposto ao sol ao mesmo tempo em que os seus olhos acabam permanecendo em uma posição fixa por muito tempo, isso pode causar problemas, ainda que o sol esteja sendo visualizado através da sua visão periférica. No entanto, isso geralmente não acontece na prática, já que os nossos olhos estão constantemente se movimentando, especialmente quando estamos em um ambiente totalmente aberto e que possui muitas coisas a serem observadas. Ou seja, a movimentação constante dos nossos olhos é muito mais importante do que parece!

E você, já tentou olhar fixamente para o sol por um longo período de tempo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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