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8 curiosidades fascinantes sobre Stonehenge

8 curiosidades fascinantes sobre Stonehenge

Stonehenge é, sem dúvida, o marco pré-histórico mais famoso da Inglaterra. Os primeiros arquitetos desse local começaram a trabalhar na sua construção por volta de 3000 aC, dando lugar a mais de 5.000 anos de muitos mitos e hipóteses em torno da sua misteriosa utilidade.

A verdade é que sabemos muito pouco sobre esse famoso monumento, dado que seus criadores não deixaram nenhum registro escrito sobre ele. No entanto, depois de algumas centenas de anos de escavações e estudos minuciosos, os arqueólogos conseguiram reunir algumas informações e suposições interessantes sobre Stonehenge.

Pensando nisso, listamos a seguir alguns fatos curiosos que você precisa conhecer sobre Stonehenge. Você vai ver que essa estrutura não é considerada um Patrimônio Mundial por acaso. Confira!

8. Stonehenge foi construído em fases

Por se tratar de uma construção muito detalhada, Stonehenge foi construído em fases que abrangeram o final do período neolítico e o início da idade do bronze. De fato, os arqueólogos identificaram seis possíveis estágios em que o monumento foi erguido.

O recinto circular ao redor de Stonehenge é a parte mais antiga, tendo sido escavada por volta de 3000 aC. As enormes pedras do tipo sarsen foram trazidas para o local 500 anos depois e foram colocadas de pé para constituir os trílitos, formando a estrutura que conhecemos hoje. Além dessas duas fases iniciais, foram necessárias mais quatro etapas de construção após a conclusão do monumento principal.

7. Nos seus primeiros dias, Stonehenge pode ter sido um cemitério

Embora o objetivo principal de Stonehenge ainda esteja envolto em mistério, muitos antropólogos afirmam com convicção que, no período anterior ao surgimento das primeiras grandes pedras, o local pode ter servido como um “lugar de descanso para restos cremados”.

Também já possível saber que as 56 fossas ou “buracos de Aubrey” na área abrigavam os restos de pelo menos 64 pessoas neolíticas.

6. Povos antigos podem ter usado Stonehenge como uma ferramenta astronômica

Stonehenge pode ter sido usado para muitas coisas diferentes, mas é assustador o quão acertadamente ele se alinha aos eventos astronômicos, tanto que ele pode ser facilmente comparado a um antigo observatório. O monumento está voltado para o nordeste e cada pedra foi meticulosamente posicionada para rastrear o sol, especialmente nos solstícios e equinócios, que teriam sido momentos cruciais no calendário pré-histórico.

De fato, esses dias marcavam as estações de plantio e colheita, de modo que isso tria um significado muito importante para os povos antigos. Alguns astroarqueólogos até suspeitam que o solstício de inverno seria o mais importante para eles, pois marcava o dia mais frio e mais escuro, o que significaria que o calor e a estação de crescimento ainda estaria por vir.

5. Um professor universitário levantou a hipótese de que Stonehenge também pode ter tido um propósito musical

Arqueólogos e entusiastas especulam sobre o propósito de Stonehenge há muitos séculos, mas além das teorias habituais que sugerem que ele seria um cemitério, um observatório ou um templo religioso, um professor de música chamado Rupert Till acredita que ele também pode ter tido um propósito musical.

Os turistas costumam relatar a qualidade na captação de sons em Stonehenge, o que pode ajudar a dar algum crédito à tese de Till. Se Stonehenge não estivesse agora em ruínas, o professor Till acredita que a acústica seria amplificada. Segundo ele, os arenitos de Stonehenge proporcionavam um eco característico, levando-o a sugerir que os povos antigos sabiam disso e se dirigiam o local para produzir sons.

4. Os visitantes não podem tocar as pedras

Por mais que vários truistas sonhem em andar dentro do círculo e tocar as pedras lendárias, o fato é que, desde 1977, tocar as rochas é estritamente proibido. A imposição dessa regra se fez necessária pelo fato de que as ruínas estão em uma condição muito delicada, sendo que com a multidão de turistas que se aglomeram no monumento a cada ano, o contato constante pode ser prejudicial à preservação desse tesouro da história humana.

Os danos causados pelos turistas nos tempos vitorianos, quando lhes era permitido cortar pedacinhos das pedras como lembranças, mostraram-se severos e, hoje em dia, Stonehenge está totalmente isolado do contato dos visitantes. No entanto, isso não é um grande problema no fim das contas, já que a experiência ainda continua sendo magnífica por trás das barreiras.

3. Stonehenge já foi um círculo completo

Depois de passar anos debatendo se Stonehenge era um círculo completo ou não, os arqueólogos acabaram contando com a ajuda de uma fonte improvável para resolver o mistério: uma grande seca que ocorreu no ano de 2014. Quando os zeladores do local não conseguiram obter uma mangueira longa o suficiente para regar toda a grama ao redor de Stonehenge durante o período de seca, eles começaram a notar marcas estranhas e irregulares no gramado.

Posteriormente, descobriu-se que essas áreas apontavam para a posição das pedras que estavam presentes anteriormente ou que haviam sido enterradas ao longo dos séculos, comprovando a tese de que Stonehenge realmente já foi um círculo completo.

2. Os druidas modernos consideram Stonehenge um local sagrado

Muitas pessoas acreditam que Stonehenge foi construído pelos druidas como um local de culto, até porque quem construiu essa estrutura parece ter contado com a ajuda de algum tipo de magia. No entanto, evidências históricas sugerem que esses sacerdotes celtas que trouxeram a religião para as Ilhas Britânicas não foram os responsáveis pela sua construção.

Mas embora seja improvável que os druidas sequer tenham feito adorações nesse lugar, a verdade é que os druidas e neo-pagãos modernos realmente consideram Stonehenge um local sagrado. Muitos deles fazem constantes peregrinações à planície de Salisbury para orar ou deixar oferendas a várias divindades, sendo que o festival do solstício de verão é um dos maiores encontros de druidas de todo o planeta.

1. Stonehenge já pertenceu a um cidadão comum por três anos

Stonehenge tem sido propriedade legal do estado britânico durante a maior parte dos últimos cem anos, mas o que pouca gente sabe é que ele provavelmente nunca teria caído nas mãos do governo se não fosse pelos impulsos de caridade de Cecil Chubb, um nativo e rico comerciante de Wiltshire. Em 1915, esse ex-professor, advogado, proprietário de cavalos de corrida e vereador da cidade, adquiriu as terras de Stonehenge que haviam sido recém-leiloadas após a morte do último representante sobrevivente da família Antrobus.

No entanto, três anos após a sua compra por £ 6600, Chubb decidiu doar a terra histórica ao governo com a condição de que ela fosse respeitosamente preservada e permanecesse aberta para visitação pública. Chubb recebeu um agradecimento muito gentil ao ser condecorado com a Ordem de Cavaleiro pelo governo britânico.

Local muito interessante, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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