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Como era a higiene nos tempos do Velho Oeste?

Como era a higiene nos tempos do Velho Oeste?

Seja através de filmes ou até mesmo por livros, você já deve saber muito bem que os homens e mulheres que viviam no Velho Oeste americano enfrentavam um clima severo e um terreno bastante hostil. Em outras palavras, não era lá uma situação ideal para encontrar facilmente um lugar para manter uma boa higiene. Com a expansão para novas terras, surgiu também uma busca perpétua para encontrar água limpa, o que poderia ser uma questão de importância vital.

Por causa de todas essas condições difíceis relacionadas ao Velho Oeste, os aspectos práticos da sobrevivência nessa região geralmente superavam a preocupação com a limpeza. Passar dias ou semanas sem banho, viver em locais empoeirados e não ter instalações adequadas eram fatores que contribuíram para uma vida caracterizada por muita sujeira e doenças constantes.

Com isso em mente, nós iremos analisar ao longo da matéria como era a limpeza nos tempos do Velho Oeste, ou melhor, a ausência dela.

Água potável poderia ser bem difícil de encontrar

A água sempre foi uma parte essencial da sobrevivência humana, mas encontrar água limpa no Velho Oeste nem sempre foi uma tarefa fácil. Às vezes, as dependências construídas por propriedades rurais acabavam contaminando grandes quantidades de água, algo que nem sempre era conhecido pelos indivíduos que usavam a água nas proximidades.

Para piorar ainda mais a situação, a água estagnada geralmente atraía moscas e outros insetos que deixavam resíduos e excrementos à medida que pairavam sobre as poças. Por causa disso, muitos tentavam coletar água da chuva através de cisternas.

Para preservar a água durante longos períodos de seca, muitas pessoas evitavam lavar pratos e roupas, o que era um grande erro devido aos germes que se acumulavam facilmente nesses locais. Outro ponto que merece destaque é que, em muitos casos, famílias inteiras usavam a mesma banheira de água para promover um único banho semanal.

Os cuidados com a saúde bucal geralmente se resumiam à extração de dentes

Escovas de dentes, cremes dentais, fio dental e coisas do gênero não estavam presentes no Velho Oeste. Desse modo, quando um dente apresentava problemas, a única saída era a extração. Muito diferente do que é visto hoje com os dentistas modernos, as pessoas se voltavam para barbeiros e até ferreiros que arrancavam os dentes doloridos usando ferramentas semelhantes a um alicate. Nenhum medicamento para dor era aplicado, embora o uísque pudesse ser usado para aliviar a dor.

É importante destacar que até havia algumas opções para evitar uma extração, mas as pessoas geralmente não se preocupavam com a higiene bucal. Em algumas paradas de carruagens e estabelecimentos públicos, algumas pessoas até usavam pequenas escovas comunitárias, mas a prática comum girava em torno de tirar a comida dos dentes usando facas e lascas de madeira.

Cuspir era algo tão predominante que teve que ser proibido

Nos bares da fronteira ocidental, os homens geralmente compartilhavam um estranho hábito de cuspir tabaco no chão. Inicialmente, a prática era tolerada, mas isso acabou se tornando problemático quando doenças respiratórias como pneumonia e tuberculose passaram a se proliferar de forma desenfreada. O cuspe em si já era um terreno fértil para a proliferação de germes, mas como os bares também costumavam ficar cheios de viajantes, frequentes epidemias eram iminentes.

Na tentativa de cessar o cuspe excessivo, alguns lugares tentaram banir a prática. Em boa parte das cidades do oeste, o ato de cuspir em plataformas e estações de trem foi totalmente proibido, sendo punível com uma multa de US $ 500 ou um ano de prisão. Em alguns casos ambas as punições eram aplicadas.

Percevejos e pulgas eram presenças comuns nas residências

Muitas das camas nas residências do Velho Oeste eram feitas de palha e feno e contavam com lençóis que não costumavam ser trocados com frequência. Consequentemente, isso levava a frequentes infestações por piolhos, pulgas, percevejos e outras criaturas. Para piorar a situação, moscas também eram encontradas facilmente em alimentos e sobre resíduos humanos. Ou seja, os insetos realmente tinham o poder tornar a vida no Oeste Selvagem muito menos higiênica.

É importante destacar que pouquíssimas pessoas tinham telas nas janelas, de modo que os insetos poderiam entrar e sair das residências com muita facilidade, deixando restos do que quer que tivessem pegado pelo caminho espalhados pelos lares da população.

Os banheiros externos eram extremamente malcheirosos e repletos de besouros

Os banheiros externos faziam parte da vida de boa parte da população, embora algumas pessoas simplesmente preferissem se aliviar na floresta. Os banheiros externos eram construídos perto de casas e de outras propriedades, sempre com o objetivo de oferecer conveniência e segurança. Na prática, um buraco era cavado e uma estrutura de madeira era erguida ao redor dele. Uma vez que o buraco ficava cheio de fezes, ele era simplesmente coberto e a estrutura de madeira era colocada sobre outro buraco escavado nas proximidades.

Como o banheiro externo não era um local agradável, as pessoas geralmente tentavam mascarar o odor com lixívia ou limão. A presença de insetos também era comum, especialmente besouros, moscas e aranhas que costumavam picar os indivíduos se sentavam no assento sem dar uma conferida antes.

Também é importante mencionar que o papel higiênico ainda não existia em sua forma moderna. Portanto, as pessoas usavam o que podiam encontrar pela frente para limpar o bumbum. Folhas de plantas e espigas de milho eram as alternativas mais comuns.

Cólera e outras doenças se espalhavam de forma desenfreada

Durante o século 19, uma série de surtos de cólera entre migrantes mórmons mataram milhares de pessoas no Velho Oeste. Vista como um castigo de Deus e uma prova de fé para os mórmons, a cólera foi uma das muitas doenças que mataram um grande número de nativos americanos. Os surtos da doença se espalharam de trilhas terrestres para comunidades tribais e entre nômades indianos. Ainda assim, a cólera não reivindicou tantos nativos quanto a varíola.

Obviamente, o desleixo e a ignorância com relação aos hábitos básicos de higiene eram os principais fatores que causavam tais problemas. Por isso, não ter doenças a todo momento no Velho Oeste era algo geralmente visto como uma verdadeira bênção.

A vida no Velho Oeste era bem complicada, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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