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Por que os cavalos são sacrificados quando quebram alguma perna?

Por que os cavalos são sacrificados quando quebram alguma perna?

Durante a época do Velho Oeste, um cavalo com uma perna quebrada geralmente passava os segundos finais de sua vida olhando diretamente para o cano da espingarda de um cowboy. Nos tempos de hoje, os cavalos nessa situação costumam ser sacrificados através de um processo de eutanásia.

Ou seja, embora a forma de sacrificar um cavalo nesse tipo de situação tenha evoluído para um método praticamente indolor, o fato é que a quebra de uma perna ainda continua sendo uma verdadeira sentença de morte para esses simpáticos animais. Mas, afinal de contas, por que isso acontece?

Por que os cavalos com pernas quebradas são sacrificados?

Basicamente, os cavalos com pernas quebradas são sacrificados porque eles têm uma chance muito pequena de ter uma recuperação bem-sucedida, correndo o risco de sofrer ainda mais durante o processo. Pesquisadores do ramo veterinário de todas as partes do mundo estão trabalhando duro para tentar descobrir novas técnicas capazes de aumentar as chances de vida dos cavalos diante de uma fratura, mas a verdade é que uma solução alternativa e mais fácil para esse problema ainda parece ser algo muito distante de ser alcançado.

A dificuldade na cura de uma perna de cavalo quebrada ocorre devido a uma combinação de fatores. Primeiramente, precisamos levar em conta o fato de que as pernas desses animais devem absorver um choque considerável enquanto seus grandes corpos galopam em alta velocidade. Além disso, os cavalos se envolvem em muitas atividades físicas regulares, de modo que as consequências desse comportamento podem levar à deterioração dos ossos das pernas e ao aumento das oportunidades de queda, agravando ainda mais o caso.

Outra coisa a se considerar é a quantidade de ossos que as pernas dos cavalos possuem. Dos 205 ossos que compõem o corpo inteiro de um cavalo, 80 deles estão localizados em suas pernas. Esse complexo sistema de articulações, ossos, ligamentos, tendões, cartilagens e cascos contribuem para a incrível velocidade dos cavalos, mas também pode ser a causa de seu fim melancólico. Além disso, entre 60 a 65% do peso de um cavalo repousa sobre as patas dianteiras, o que explica por que a maioria das lesões ocorre nessa região.

Outro ponto que merece destaque é que muitos outros problemas podem afetar as pernas dos cavalos, como inflamação, osteoartrite e outras doenças das articulações. Além disso, a recuperação se torna ainda mais complicada porque os cavalos não podem se deitar o tempo todo, pois esses animais são naturalmente programados para ficar uma boa parte do tempo em pé.

Existe alguma forma de, pelo menos, tentar recuperar a perna quebrada de um cavalo?

Embora os cavalos ainda sejam sacrificados com frequência depois de quebrar alguma perna, existem alguns procedimentos alternativos utilizados nos dias de hoje que podem representar uma maneira muito mais humana de lidar com o problema, como com uma injeção intravenosa de barbitúricos devidamente realizada por um veterinário capacitado.

Também vale de destacar que não são apenas os cavalos de corrida que sofrem lesões nas pernas. Na prática, qualquer equino está sujeito a isso, pois além de chutes e batidas, acidentes simples, como pisadas em falso, podem causar fraturas e outros ferimentos graves. A fadiga e a estrutura musculoesquelética do próprio cavalo também podem ser um fator determinante.

Se o pior acontecer e um cavalo quebrar alguma das suas pernas, existem vários fatores que ajudam a determinar se um veterinário poderá tentar consertar a perna quebrada do cavalo e trazer o animal de volta à boa saúde. Por exemplo, o tipo de fratura é um fator muito importante para determinar se um cavalo será capaz de se recuperar com sucesso. Uma fratura incompleta é muito mais fácil lidar do que uma fratura completa ou múltiplas fraturas em uma única região.

Outro fator que deve ser observado é a idade do animal. Cavalos mais jovens geralmente têm mais chances de se recuperar de uma perna quebrada porque seus ossos ainda estão em fase de crescimento. Além disso, esses cavalos geralmente são bem mais leves e, portanto, tendem a sofrer lesões menos sérias. No entanto, mesmo que o dono do cavalo decida dar uma chance à perna fraturada de curar, há várias coisas que podem dar errado durante o processo de recuperação, como veremos a seguir.

Quais complicações podem ocorrer durante o tratamento de uma perna de cavalo quebrada?

A essa altura, você pode estar se perguntando: “Embora seja difícil curar a perna quebrada de um cavalo, por que não deixar a natureza seguir o seu curso e decidir se o cavalo vai viver ou morrer?” Bem, a resposta está no fato de que várias complicações dolorosas podem se desenvolver durante o processo de reabilitação, podendo deixar o animal em um estado de total agonia. É por isso que muitos donos consideram o sacrifício do animal uma opção mais viável do que deixá-lo sofrer.

Também é importante destacar que na maioria dos casos não é possível salvar a vida do cavalo apenas amputando a perna quebrada. Os cavalos não são como os cães, que geralmente podem ter um estilo de vida bastante ativo com três pernas. Os nossos amigos equinos são mais pesados e esse peso pode causar problemas para os outros cascos. Além disso, poucos cavalos podem se ajustar ao uso de próteses.

Outro ponto que merece destaque é que os cavalos devem ter boa saúde para ser capazes de se adaptar a novas situações, sem falar que é necessário ter um proprietário disposto a gastar seu tempo e dinheiro em tratamentos de prótese e acompanhamento veterinário.

Ou seja, a fim de poupar os cavalos com as pernas quebradas de muita dor e de maiores problemas, eles geralmente são sacrificados por seus proprietários. Obviamente, existem diretrizes rígidas para a tomada de decisões humanitárias em relação à eutanásia de cavalos, o que garante que o cavalo afetado não sinta muita dor ao partir deste mundo, o que já é um avanço se levarmos em consideração como as coisas eram resolvidas no passado, como no exemplo do Velho Oeste citado no início deste artigo.

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