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Como é a vida em um deserto?

Você consegue se imaginar vivendo no calor escaldante de um deserto? Pois bem, se você pensar um pouco no assunto, parece que não há nada capaz de sustentar algum tipo de vida nos desertos, dadas as condições climáticas áridas desses lugares, não é mesmo? Então, como certas plantas e animais sobrevivem com todo esse clima adverso?

Pois bem, embora possa não parecer, existem vários outros seres vivos que vivem nos desertos além de camelos e cactos. De fato, foi possível rastrear através de estudos a história de civilizações prósperas nos desertos do nosso planeta que chegaram a contar com milhões de pessoas!

Por isso, se você acha que os desertos são um desperdício de terra e carecem de recursos úteis, talvez seja a hora perfeita de rever os seus conceitos. De fato, muitos desertos contam com reservas maciças de petróleo (especialmente no Deserto da Arábia), que é um recurso economicamente útil.

Ao longo desse post, nós vamos nos aprofundar nas adaptações de sobrevivência utilizadas por plantas, animais e seres humanos que chamam esses lugares desafiadores de “lar”. Garanto que a sua visão sobre a utilidade dos desertos será alterada para sempre!

As adaptações das plantas nos desertos

Embora isso possa surpreender muita gente, o fato é que o cacto não é a única espécie de planta que consegue sobreviver no clima árido e desafiador do deserto. Outros bons exemplos de plantas que podem ser encontradas nesses locais incluem esquites, arbustos, gramíneas curtas e larreas. Um dos aspectos mais interessantes de várias espécies de plantas características dos desertos é a sua vida útil, pois muitas dessas plantas vivem por apenas um ano ou duram apenas uma estação.

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Só que, embora muitas dessas plantas não consigam sobreviver por muito tempo, suas sementes podem permanecer intactas por longos períodos. É por isso que, depois de chover (mesmo que muito pouco), as sementes brotam e começam a crescer. Em um período curto de apenas um ano, essas plantas conseguem crescer, florescer e produzir sementes, de modo que essa característica de crescer tão rapidamente pode transformar desertos em belos jardins de flores quase da noite para o dia, se receber uma boa quantidade de chuva.

Além disso, as plantas do deserto possuem raízes adaptadas que crescem profundamente no solo para absorver a água de reservas subterrâneas. Quando chove no deserto, uma vez que o solo é poroso, a maior parte da água da chuva penetra sem dar ao solo muitas chances de retê-la. Assim, as longas raízes das plantas atingem as reservas subterrâneas e absorvem a água facilmente. No fim das contas, o objetivo é absorver o máximo de água possível para sobreviver aos longos períodos de estiagem.

Por último, vale mencionar que as plantas do deserto costumam ter folhas pequenas e cerosas. A sua cera natural evita que a água escape através da evaporação. Já os cactos contam com espinhos pontiagudos e armazenam água em seus caules, raízes e frutos. Para se ter uma ideia, o Saguaro, um famoso tipo de cacto, pode chegar a armazenar centenas de litros de água para sobreviver nos tempos secos!

As adaptações dos animais nos desertos

Além dos camelos, também é possível encontrar raposas, cobras, lagartos, tartarugas, coelhos, ratos, cangurus e insetos nos desertos. Esses animais são geralmente de natureza noturna, o que significa que são ativos e caçam somente à noite. Quando ficam ativos durante o dia, eles tentam evitar o sol a qualquer custo, geralmente ficando sob a sombra das poucas árvores que cobrem algumas partes do deserto.

Alguns animais também cavam tocas e ficam no subsolo, pois essa região costuma ser relativamente mais fria. Por exemplo, a raposa-do-deserto vive em comunidades e cava uma grande toca para se abrigar, especialmente durante o período de gestação. Além disso, alguns animais se adaptaram para sobreviver sem precisar beber água por meios diretos, ou seja, a água que eles ingerem dos alimentos é mais do que suficiente para mantê-los vivos.

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Também existem várias adaptações corporais para a vida no deserto. Por exemplo, as tartarugas têm um casco grosso que evita a perda de água e atua como um escudo contra predadores. Já os urubus costumam urinar nas próprias pernas para se refrescar. Por sua vez, os coelhos liberam calor através de suas orelhas compridas e os lagartos andam de uma forma desengonçada sobre a areia para evitar o calor extremo.

As adaptações dos seres humanos que vivem em desertos

As civilizações no Oriente Médio e no Magrebe se adaptaram à vida nos desertos de uma forma incrivelmente eficaz, sobrevivendo nessas regiões por séculos. Mudanças em termos de roupas, abrigo e procura de alimentos evoluíram com o tempo, deixando a vida no deserto um pouco mais maleável e menos ameaçadora. As roupas para os moradores do deserto geralmente cobrem todo o corpo para proteger a pessoa do calor, areia, vento e das noites extremamente frias.

Por razões óbvias, é muito difícil conseguir encontrar algum tipo de abrigo natural nos desertos. Por isso se fez necessária a construção de abrigos artificiais, que incluem moradias em penhascos construídas com paredes espessas e pequenas janelas para permitir uma entrada de luz solar limitada, além de afastar areia e poeira. Como as temperaturas diurnas e noturnas no deserto variam muito, esse tipo de abrigo também fornece um bom isolamento e limita a mudança de temperatura entre dia e noite dentro das paredes.

A escassez de comida e água no deserto levou muitas civilizações a viver como nômades, o que significa que essas pessoas não têm assentamentos permanentes. Na prática, os nômades constroem tendas de panos grossos para manter a poeira e a areia afastadas, mas isso ainda permite que uma brisa fresca passe pelo pano. As tendas são portáteis e podem ser transportadas em animais de carga, como camelos. Curiosamente, muitos nômades pastam animais como ovelhas e cabras para servir como comida e moeda de troca.

Ou seja, como você pode ver, há muita vida nos desertos. Embora a vida nos desertos seja inegavelmente difícil, ela levou a magníficas adaptações de plantas e animais, o que mostra que os seres vivos sempre buscarão um caminho para a sua sobrevivência.

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