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7 coisas que você não sabia sobre os bastidores do filme ‘O Irlandês’

7 coisas que você não sabia sobre os bastidores do filme ‘O Irlandês’

‘O Irlandês’ é um dos filmes mais detalhados e complexos de Martin Scorsese. De fato, essa obra conseguiu doze indicações para o Oscar deste ano, incluindo para as premiações de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante.

Com todas essas indicações, é possível dizer que, depois de anos tentando entrar no círculo dos campeões, a Netflix finalmente tem a chance de ganhar alguns dos principais prêmios da Academia. Com seu uso inovador de efeitos computadorizados de envelhecimento e uma duração de três horas e meia, ‘O Irlandês’ pode ser considerado uma grande conquista do cinema recente.

Com isso em mente, listamos aqui alguns dos fatos mais curiosos relacionados aos bastidores do filme. Você vai ver que ‘O Irlandês’ não tem sido amplamente comentado sem razões aparentes. Confira!

7. Scorsese já queria ter trabalhado com Al Pacino há muito tempo

Martin Scorsese conhecia Al Pacino há quase 50 anos e sempre quis trabalhar com ele. No entanto, vários empecilhos fizeram com que ambos só viessem a trabalhar juntos em ‘O Irlandês’. O diretor explicou: “Eu queria trabalhar com Al [Pacino] há anos. Francis Coppola me apresentou a ele em 1970”.

“Para mim, Al sempre foi algo inacessível. Até tentamos fazer um filme na década de 1980, mas não conseguimos o financiamento suficiente para a produção”.

6. Havia um “treinador de postura” no set de filmagens

Independente dos truques antienvelhecimento usados pela computação gráfica, não seria realmente convincente se os atores não se comportassem como pessoas de uma idade exata em determinadas cenas. Martin Scorsese notou isso pela primeira vez em uma cena com Al Pacino. O ator de 78 anos estava fazendo uma cena com Jimmy Hoffa, de 47 anos, e quando se levantou da cadeira, Scorsese percebeu que ele não estava apresentando uma postura condizente a um homem de 40 anos.

Então, o dublê profissional Gary Tacon foi trazido ao set como um “treinador de postura” para melhorar os movimentos e os aspectos físicos dos atores, deixando-os mais condizentes com as características de seus personagens. Embora não tenha sido creditado oficialmente nos créditos do filme, Gary Tacon foi bastante importante ao ajudar cada ator a interpretar seus personagens na idade certa.

5. Anna Paquin foi escolhida por suas habilidades de comunicação não-verbal

Martin Scorsese disse que a principal razão pela qual ele escalou Anna Paquin para interpretar a versão mais antiga de Peggy, filha de Frank, foi o fato de que ela é ótima em expressar emoções de maneira não verbal. O diretor estava ciente de seu talento para esse tipo de atuação desde quando produziu ‘Margaret’, na qual Paquin estrelou.

Por conta da entrada de Anna Paquin para o elenco de ‘O Irlandês’, Scorsese disse ao roteirista Steven Zaillian para dar a sua personagem o mínimo de falas possível, para que ela pudesse mostrar o seu talento da melhor forma possível.

4. Cada década foi filmada de uma forma diferente

Enquanto visualizava mentalmente todo o processo de produção de ‘O Irlandês’, Martin Scorsese decidiu que queria que o filme parecesse antigo, mas ao mesmo tempo queria evitar a granulação e a tremulação de filmar em uma câmera de 8 mm. Então, o diretor de fotografia Rodrigo Prieto resolver dar à cada década um visual próprio.

Por exemplo, as cenas dos anos 50 têm uma aparência característica do formato Kodachrome; as cenas dos anos 60 têm uma aparência Ektachrome; as cenas dos anos 70 têm uma camada prateada sobre elas; por último, qualquer cena ambientada nos anos 80 tende a ser bem mais dessaturada do que as outras cenas. No fim das contas, todo esse trabalho de edição de imagens parece ter dado muito certo.

3. ‘O Irlandês’ é o filme que exigiu o maior tempo de gravação da carreira de Martin Scorsese

Com um total de 108 dias de filmagens, ‘O Irlandês’ teve a fase de produção mais longa de qualquer filme de Martin Scorsese. Nesses 108 dias, o elenco e a equipe foram obrigados a filmar um total de 309 cenas em 117 locais diferentes e, em alguns dias, toda a produção teve que se mover entre três locais distintos!

Por razões óbvias, tudo isso exigiu um orçamento gigantesco de cerca de US $ 160 milhões, algo que nenhum grande estúdio estava disposto a desembolsar. Foi somente a Netflix que concordou em bancar tudo isso. Com uma duração de 210 minutos (exatamente três horas e meia), ‘O Irlandês’ é o filme mais longo de Scorsese, por isso faz muito sentido que também tenha demorado mais tempo para ser produzido.

2. A edição foi intencionalmente simplista

Thelma Schoonmaker, editora que montou ‘O Irlandês’, trabalhou com Martin Scorsese ao longo de toda a sua carreira. Os dois colaboraram em mais de 20 filmes juntos nas últimas décadas, o que resultou em uma grande amizade e companheirismo.

Schoonmaker explicou que a edição aclamada pela crítica foi intencionalmente simplista: “Marty queria mostrar a banalidade da violência… Não é como os incríveis movimentos das câmeras ou a edição chamativa dos filmes anteriores. As vítimas são mortas em um instante, geralmente em cenas muito simples.”

1. Joe Pesci supostamente recusou o papel do mafioso Russell Bufalino 50 vezes

Martin Scorsese planejava ‘O Irlandês’ há anos, e só conseguiu fazê-lo quando a tecnologia de computação gráfica se desenvolveu a tal ponto que ele poderia usar os mesmos atores para todos os personagens em várias idades diferentes. Em um caso em particular, ele sempre quis Joe Pesci para o papel do gângster Russell Bufalino, mas desde que Pesci se aposentou, o ator não queria aceitar um novo trabalho.

Por conta disso, Scorsese teve que oferecer-lhe o papel muitas vezes antes que ele acabasse aceitando o trabalho. Segundo algumas fontes, o diretor ofereceu a Pesci o papel 50 vezes antes do ator concordar em fazê-lo. Isso que é persistência, não é mesmo?

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