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O misterioso caso do Assassino do Tronco de Cleveland

O misterioso caso do Assassino do Tronco de Cleveland

Em um período de apenas quatro anos, um serial killer que viria a ser chamado popularmente de Assassino do Tronco de Cleveland desmembrou e castrou 12 vítimas diferentes. O primeiro corpo apareceu em setembro de 1934. Na ocasião, um jovem descobriu o cadáver enquanto caminhava pelas margens do lago Erie, embora no momento em que foi encontrado, o achado dificilmente poderia ser considerado um corpo propriamente dito.

Os restos mortais descobertos se resumiam apenas ao tronco inferior de uma mulher, amputado na região dos joelhos. Além disso, um produto químico estava presente na pele, tornando-a vermelha e com textura semelhante a couro. O resto do corpo nunca foi encontrado e a mulher nunca foi identificada. Ela foi posteriormente apelidada de “Dama do Lago” e foi levada para o necrotério, onde ficaria esquecida até anos depois, quando os detetives perceberam que ela se encaixava quase perfeitamente no padrão de um serial killer local.

Um ano após o primeiro corpo ter sido encontrado, um outro cadáver foi descoberto. Dois adolescentes encontraram o corpo decapitado de um homem no sopé de uma colina em Kingsbury Run. O corpo foi identificado como Edward Andrassy, de ​​28 anos. Ele estava usando apenas um par de meias.

A descoberta de Andrassy foi apenas a segunda de uma longa fila de corpos descobertos em Kingsbury Run cujas mortes seriam atribuídas a um assassino não identificado que ficaria conhecido como Assassino do Tronco de Cleveland. Andrassy é frequentemente considerado a primeira vítima oficial, pois a primeira mulher encontrada não foi ligada à onda de crimes desde o início. Até hoje, ninguém foi condenado pelos crimes.

O misterioso padrão observado nos corpos

Polícia de Cleveland em busca de restos mortais em meados de setembro de 1936.

Entre setembro de 1934 e agosto de 1938, 12 corpos diferentes foram encontrados seguindo um curioso padrão. Basicamente, todos os corpos não contavam com a cabeça e vários membros, sem falar que todas as vítimas identificadas pertenciam às classes mais baixas da sociedade. Na maioria dos casos, a causa da morte foi a própria decapitação ou desmembramento.

Alguns dos corpos foram encontrados com as partes desmembradas próximas uma da outra, enquanto outras levaram dias para serem reunidas, como uma espécie de “quebra-cabeça mórbido”. De fato, os membros de alguns corpos nunca chegaram a ser localizados.

Apenas dois dos corpos apresentavam diferenças consideráveis entre todos os outros. O corpo da vítima de número 9 foi encontrado eviscerado, com o abdômen estripado e o coração arrancado. Já o corpo da vítima de número 10 foi encontrado com drogas em seus órgãos.

Das 12 vítimas, apenas três corpos chegaram a ser identificados. O primeiro foi Edward Andrassy, ​​o segundo corpo encontrado e primeiro a ser relacionado ao serial killer. O terceiro corpo encontrado foi identificado como uma mulher chamada Florence Polillo. Já o oitavo corpo encontrado foi o de Rose Wallace, embora sua identidade só fosse confirmada através de registros dentários.

A investigação

Máscaras criadas na esperança de que o público pudesse identificar as vítimas.

A investigação dos assassinatos continuou oficialmente em andamento por cinco anos, culminando em apenas duas prisões sem condenações oficiais. Em 1936, enquanto o caso ainda estava ganhando notoriedade e os corpos ainda estavam sendo descobertos, o diretor de segurança Eliot Ness se envolveu fortemente. Ness era muito conhecido na época por liderar “Os Intocáveis”, um grupo de agentes da lei federal que trabalhavam para derrubar Al Capone. Por isso, acreditava-se que sua perspicácia traria uma rápida conclusão ao caso.

Em 1938, os dois últimos corpos a serem descobertos foram encontrados em um depósito de lixo, envoltos em um blazer azul e uma colcha antiga. Acredita-se que a colocação dos corpos tenha sido intencional, pois o local do despejo era claramente visível através da janela do escritório de Ness.

Dois dias depois, Ness e um grupo de 35 policiais invadiram a região de Kingsbury Run, um bairro pobre que tinha a fama de abrigar os moradores mais perigosos da cidade. Na ocasião, eles reuniram 63 homens e acabaram incendiando o local após um ataque. Embora Ness tenha sido fortemente criticado pelo ato e o público acreditasse que a ação violenta não impediria que os assassinatos continuassem ocorrendo, nenhum corpo foi encontrado depois do ataque.

Os principais suspeitos

Eliot Ness, principal investigador do caso.

Alguns dias após o ataque, um médico chamado Francis Sweeny foi preso por conta da suspeita de que ele seria o assassino. Sweeny tinha servido como médico na Primeira Guerra Mundial, onde foi responsável pelas cirurgias de amputação. Eventualmente, ele foi entrevistado por Ness e foi submetido a dois testes de polígrafo separados, falhando em ambos.

No entanto, antes que ele pudesse ser julgado, foi revelado que Francis Sweeny era primo do oponente político de Ness, o congressista Martin Sweeny. Por conta disso, cresceram as suspeitas de que Ness queria incriminá-lo apenas por questões pessoais. Eventualmente, Ness percebeu que não havia como processá-lo com sucesso e foi forçado a deixá-lo livre.

A segunda prisão também não teve muito sucesso. Em 1939, o xerife Martin O’Donnell prendeu um pedreiro chamado Frank Dolezal pelo suposto assassinato de Flo Polillo, a vítima do oitavo corpo a ser encontrado. O’Donnell descobriu que Dolezal havia morado com Polillo por um tempo e que também conhecia Edward Andrassy e Rose Wallace, os únicos dois corpos a serem identificados positivamente.

Embora a polícia tenha alegado inicialmente que Dolezal havia confessado os crimes, havia especulações de que ele havia sido coagido. Antes que ele pudesse ir a julgamento, Dolezal se enforcou em sua própria cela. No entanto, sua autópsia revelou que ele tinha quebrado seis costelas enquanto estava sob a custódia de O’Donnell. Além disso, foi revelado posteriormente que O’Donnell era o único que acreditava que Dolezal era o culpado pelos assassinatos em Cleveland, o que levantou ainda mais dúvidas.

Depois que as autoridades ficaram sem suspeitos e nenhum corpo foi encontrado, o caso acabou sendo abandonado. Desde 1939, nenhuma informação nova foi encontrada e o caso permanece sem solução até hoje.

Um caso repleto de mistérios, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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