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5 coisas que poderão mudar para sempre por causa do coronavírus

5 coisas que poderão mudar para sempre por causa do coronavírus

Neste momento, o coronavírus está varrendo o mundo e a economia global parece estar entrando em colapso. Este é, sem dúvida, um daqueles momentos de tristeza, até porque se trata de um período em que nossas vidas passam por mudanças constantes e ficam repletas de incertezas.

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No entanto, à medida que mais e mais pessoas se ajustam à vida em quarentena, é possível notarmos que também estamos participando de uma espécie de experimento social global. De fato, algumas ideias sobre as quais costumávamos falar muito pouco nos anos anteriores estão sendo postas em ação em grande escala.

Pensando nisso, listamos aqui algumas coisas que poderão mudar para sempre por causa da pandemia do novo coronavírus. Você vai ver que, embora o momento atual seja bastante tenso, ele também poderá servir como o ponto inicial para adoção de grandes mudanças sociais.

5. Aprendizagem online poderá se tornar muito mais popular

As escolas estão fechando em quase todos os países que viram um surto de COVID-19, e isso está empurrando os pais e professores para uma nova era de educação. Nos próximos meses, o aprendizado on-line será a norma. Não importa o quanto os professores sejam conhecedores de tecnologia, eles terão que aprender a tornar a educação digital, o que pode levar a um aumento na popularidade da aprendizagem on-line em todo o mundo.

No entanto, isso não quer dizer que o aprendizado on-line não tenha desvantagens. Na prática, as crianças cujos pais não têm tempo para insistir na educação ficam para trás, enquanto as que não têm acesso à Internet são quase completamente excluídas. Ainda assim, como vários professores ao redor do mundo estão adotando as plataformas digitais, eles poderão pensar em ideias que transformarão a maneira como os estudantes aprendem.

4. Trabalho home office poderá se tornar mais comum

Com o surto do coronavírus no mundo, trabalhar em casa passou a ser uma necessidade. Não existem estatísticas concretas sobre quantas pessoas trabalham remotamente em todo o mundo, mas a empresa Cisco disse que, na China, um software de videoconferência tem visto 22 vezes mais tráfego do que antes do surto. Com isso, cria-se uma expectativa de que o mundo está cada vez mais próximo de adotar um modelo global de trabalho em casa.

De fato, já existem estudos sobre isso e os resultados são muito positivos. Por exemplo, verificou-se que as pessoas que trabalham em casa têm 16,8 dias a mais de produtividade por ano. O mais interessante disso tudo é que esses estudos sempre estiveram disponíveis, mas pouca gente parou para pensar no modelo home office como uma alternativa viável antes da pandemia.

3. Renda básica universal poderá ser discutida em várias partes do mundo

Há alguns meses, a ideia de uma renda básica universal parecia um devaneio em muitas partes do mundo. A ideia de enviar um pagamento mensal para qualquer cidadão de um determinado país que precisasse parecia ser uma grande utopia. No entanto, nos próximos meses, isso será uma realidade em grande parte do mundo.

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O Reino Unido se comprometeu a pagar 80% dos salários de seus trabalhadores, enquanto a Dinamarca se ofereceu para pagar mais de 90%. No Brasil, a Câmara e o Senado aprovaram um auxílio de R$ 1,2 mil para famílias que atendam certos critérios. Obviamente, nenhum desses planos é exatamente o mesmo que uma renda básica universal, mas eles estão um tanto próximos disso.

Com o passar do tempo, esse modelo será efetivamente colocado à prova sobre como esse conjunto de políticas públicas realmente afeta a sociedade. É muito cedo para dizer qual será o resultado, mas o fato é que, de um jeito ou de outro, os debates sobre o assunto serão bem interessantes quando a pandemia terminar.

2. Sistemas de saúde públicos e universais poderão ganhar força

Após a gripe espanhola de 1918, países de todo o mundo passaram a olhar com mais atenção para o conceito de medicina universal. Com o passar dos anos, as pessoas começaram a perceber que a saúde dos pobres afetava a todos, e deram início às primeiras discussões que levariam à criação de grandes sistemas públicos de saúde, o que no Brasil acabou resultando na criação do SUS.

Hoje, existem apenas alguns países que não possuem assistência universal à saúde, incluindo uma nação desenvolvida (Estados Unidos), mas esse pode ser o momento capaz de levar o resto do mundo à adotar alguma forma de assistência médica gratuita. De fato, 41% dos americanos já disseram que têm mais probabilidade de apoiar um sistema de saúde gratuito após a pandemia da COVID-19, sendo que essas ideias já pressionaram os EUA a se comprometer a permitir que as pessoas recebessem testes de coronavírus gratuitos.

1. O processo de automação das indústrias poderá crescer a um ritmo ainda mais rápido

Um dos setores que a pandemia do coronavírus mais tem afetado é o setor industrial. Quem trabalha em uma fábrica, sabe muito bem como a situação é incrivelmente difícil. Trabalhar remotamente não é uma opção quando um operário desempenha as suas funções com as mãos em máquinas pesadas, mas para as fábricas que são operadas inteiramente por robôs, doenças contagiosas não são um grande problema.

As empresas que usam mais automação já estão se saindo melhor do que aquelas que dependem de um grande número de trabalhadores humanos em um espaço exageradamente compactado. Assim, podemos esperar que muitas empresas de manufatura se voltem para a automação para sobreviver. No entanto, isso dá origem à grande preocupação de que a automação possa levar ao desemprego em massa, visto que o trabalho braçal não será tão útil.

A China já começou a substituir os motoristas de entrega por drones, sendo que alguns clientes estão relatando que eles são mais rápidos e seguros do que trabalhadores humanos. Eles até experimentaram hospitais robóticos, onde as máquinas medem a temperatura, entregam as refeições e desinfectam leitos para impedir que os seres humanos entrem em contato com alguém portador de uma doença.

A pandemia do novo coronavírus pode causar mudanças profundas na nossa sociedade, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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