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5 fatos que provam que Alexandre, o Grande, era realmente grandioso

5 fatos que provam que Alexandre, o Grande, era realmente grandioso

Na época em que Alexandre, o Grande, morreu na Babilônia com apenas 32 anos, ele governava um território que media três continentes e cobria quase 5 milhões de quilômetros quadrados. Ele não apenas era o rei de sua Macedônia natal, mas também o governante dos gregos, o rei da Pérsia e até um faraó egípcio.

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É difícil pensar em um outro ser humano cujas escolhas pessoais tenham impactado a vida de mais pessoas por muitos séculos do que Alexandre, o Grande. Por causa das decisões que Alexandre tomou, centenas de milhares de pessoas morreram e várias entidades políticas desapareceram ou foram substituídas. E, talvez o mais importante, ele ajudou a lançar um vasto empreendimento cultural que combinava aspectos do mundo grego e macedônio com aspectos dos vários mundos que havia conquistado.

Com isso em mente, listamos aqui alguns fatos interessantes que provam que Alexandre, o Grande, era realmente grandioso.

5. Aristóteles foi o seu professor no “ensino médio”

Pintura mostrando Aristóteles e Alexandre, o Grande

Obviamente, não existia um ensino médio propriamente dito no século IV aC, mas o jovem Alexandre foi ensinado entre os seus 14 e 16 anos por ninguém menos que Aristóteles, um dos pais da filosofia ocidental e provavelmente a maior mente intelectual da Grécia Antiga.

Aristóteles teria cerca de 40 anos quando foi contratado pelo poderoso pai de Alexandre, Filipe II, como filósofo da corte. Aristóteles, um estudante de Platão, ainda não era uma estrela filosófica e teria ensinado ao príncipe matérias como ciência e matemática, além de literatura e filosofia.

Qual foi exatamente a influência de Aristóteles no homem que Alexandre se tornaria? Bem, os historiadores não têm certeza, mas acredita-se que os conhecimentos sobre ciência, além do conhecimento geográfico de Alexandre, eram provenientes das suas aulas com Aristóteles.

4. Seu pai também era “grande”

Filipe II da Macedônia

O Reino da Macedônia era um simples recanto político antes que o pai de Alexandre, Filipe, transformasse o lugar em uma superpotência militar. Cansado de ser ameaçado por cidades-estado gregas como Atenas e Tebas, Filipe transformou o exército macedônio em uma máquina de combate muito bem ordenada.

O orgulho das forças armadas da Macedônia era sua cavalaria bem treinada e uma formação de infantaria avassaladora denominada “Falange Macedônia“. Armada com lanças alongadas chamadas sarissas, a infantaria de Filipe marchava em formações empalando exércitos e cavalos.

Quando Alexandre tinha 20 anos, ele assumiu o trono após o assassinato de Filipe em 336 a.C., herdando o exército de seu pai, que já havia esmagado os rivais da Macedônia no continente grego e que estavam se aproximando da Pérsia.

Curiosamente, o rei Filipe é muitas vezes ignorado, sendo mais lembrado simplesmente como o pai de Alexandre, o Grande. No entanto, Alexandre talvez nunca teria sido capaz de obter seu status de grandeza se não fosse o enorme avanço feito pelo seu pai anos antes. De fato, os historiadores ainda tentam descobrir quem merece mais crédito pelo domínio da Macedônia.

3. Alexandria se tornou a capital intelectual do mundo

Alexandria, Egito.

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Alexandre, o Grande, chegou a fundar mais de 70 cidades durante suas expedições por todo os Orientes Médio e Próximo, mas nenhuma delas se comparou à grandeza de Alexandria, no Egito. Embora Alexandre tenha escolhido o local para a fundação da cidade costeira que leva seu nome, ele não a desenhou nem viveu o suficiente para vê-la florescer. Após a morte de Alexandre, o Império Macedônio foi dividido em três, sendo governado por cada um de seus generais. O Egito caiu sob o controle de Ptolomeu e ficou conhecido como Dinastia Ptolemaica.

Os ptolomeus falavam grego macedônio e enchiam Alexandria de prédios públicos em estilo grego, incluindo a famosa biblioteca, que já possuía cerca de 700.000 pergaminhos, o maior repositório de conhecimento do mundo antigo. Os brilhantes matemáticos e inventores gregos Euclides e Arquimedes chamavam Alexandria de lar e a marinha ptolomaica comandava uma enorme frota que impulsionava as descobertas de Alexandria para o mundo inteiro.

Quando Alexandre morreu repentinamente na Babilônia, aos 32 anos, os Ptolomeus interceptaram sua procissão fúnebre no caminho de volta à Macedônia e construíram um sarcófago de vidro em Alexandria, onde os sujeitos podiam prestar homenagem à múmia de Alexandre por séculos.

2. Ele sabia como interromper uma rebelião

Estátua de Alexandre, o Grande

Após a morte de Filipe, várias cidades e territórios sob o controle da Macedônia tentaram se libertar. Enquanto o jovem Alexandre estava ocupado colocando os reinos do norte da Trácia e da Ilíria de volta à linha, os líderes gregos de Tebas ouviram um boato de que Alexandre havia morrido em uma batalha, o que deu início a uma rebelião.

Quando Alexandre recebeu a notícia de que a guarnição macedônia em Tebas estava sob ataque, ele e seu exército se dirigiram para a luta, supostamente cobrindo uma área de 482 quilômetros quadrados em apenas 12 dias. Na batalha de Tebas que se seguiu, Alexandre decidiu enviar uma mensagem clara: quem cruzasse a Macedônia não seria apenas derrotado, mas destruído. Segundo o historiador grego Diodoro da Sicília, 6.000 soldados e cidadãos de Tebas foram mortos e 30.000 capturados antes da cidade ser queimada.

Além disso, Alexandre também chegou a conquistar o Império Persa, sendo coroado o novo rei de toda a Pérsia e estendendo o império macedônio do Israel moderno até o Iraque, Irã e Afeganistão.

1. Ele era um exímio globalista

Pintura com Alexandre, o Grande

As conquistas de Alexandre, não apenas do Império Persa, mas também do Egito e de partes da Índia, deram origem ao período helenístico, durante o qual elementos da cultura e política da Grécia se espalharam por todo o vasto Império Macedônio.

No entanto, Alexandre não era um nacionalista com a intenção de impor costumes gregos em todas as terras que conquistava. Em vez disso, ele juntava costumes estrangeiros e crenças religiosas ao tecido de seu crescente império, conquistando a lealdade de seus súditos recém-conquistados. O resultado foi uma rede de comércio e poder militar de língua grega que abrangeu o Mediterrâneo e o Oriente por três séculos.

Alexandre, o Grande, era realmente grandioso, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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