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O que há de tão especial nos violinos Stradivarius?

O que há de tão especial nos violinos Stradivarius?

Os violinos construídos pelo violinista italiano Antonio Stradivari têm uma certa mística especial no mundo da música clássica. Para se ter uma ideia, em 2011 um comprador anônimo pagou a quantia recorde de 15,9 milhões de dólares por um violino desse tipo, que foi batizado de “Lady Blunt”. Além disso, o Messiah Stradivarius, considerado o único Stradivarius ainda em estado novo, fica guardado em um gabinete controlado em um museu em Oxford na Inglaterra, recebendo os mesmos cuidados reservados à preciosas obras de arte. Mas por que esses violinos são tão especiais?

Primeiramente temos que conhecer quem foi Antonio Stradivari e quais são as suas obras. Dos mais de 1.200 instrumentos construídos por Stradivari ao longo de sua carreira de 60 anos, cerca de 500 ainda estão em circulação hoje. Ele recebeu vários créditos por inovações de design e refinamentos que ajudaram a moldar o violino à sua forma moderna. Stradivari foi considerado um mestre artesão em seu próprio tempo e nas décadas que se seguiram.

Ilustração retratando Antonio Stradivari na produção de seus instrumentos.

Não é surpresa que os instrumentos Stradivarius sejam bastante procurados por causa de seu valor histórico, sem mencionar sua beleza visual, mas o que mais surpreende nesses instrumentos é a qualidade do som. Muitos violinistas e outras pessoas ligadas ao mundo da música clássica consideram os violinos de Stradivari musicalmente superiores a qualquer outro. Especialistas costumam dizer que o som desses violinos transmitem brilho, profundidade e qualidades diferentes de qualquer outra coisa. Mas por que mesmo contando com a nossa tecnologia moderna ainda não somos capazes de produzir instrumentos que soem melhor do que os que foram construídos nos séculos XVII e XVIII?

Músicos e cientistas ainda estão buscando uma explicação para determinar o que torna um Stradivarius especial. Algumas teorias sugerem que Stradivari talvez tenha acrescentado algum tipo de ingrediente secreto no verniz utilizado, mas análises químicas nos anos 2000 não revelaram nada incomum sobre a composição do produto. Outra linha de pesquisa se concentrou na própria madeira. Cientistas levantaram a hipótese de que o clima mais frio da época poderia ter sido um fator para a produção de um som mais bonito.

Detalhe de um violino Stradivarius de 1684.

Outros grupos de cientistas e violinistas se propuseram a examinar a possibilidade de que a superioridade dos instrumentos Stradivarius possa ser uma mera ilusão. Será que a mística dos Stradivarius levou tanto músicos quanto ouvintes a criar falsas expectativas que acabaram influenciando as suas avaliações do som dos instrumentos? Testes cegos já concluíram que algumas pessoas escolheram violinos mais novos ao invés dos Stradivarius quando estavam vendadas e não conseguiam identificar a procedência do instrumento.

Ainda que seja impossível determinar com exatidão o motivo do sucesso desses violinos, o fato é que eles continuam despertando a admiração de muitos colecionadores pelo mundo, que geralmente estão dispostos a pagar fortunas pelo prazer de ter pelo menos um deles.

Você já tinha ouvido falar nos violinos Stradivarius? Deixe o seu comentário! 😀

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