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Por que é quase impossível fazer cócegas no próprio corpo?

Por que é quase impossível fazer cócegas no próprio corpo?

Em vários momentos de sua vida, você provavelmente já deve ter sentido cócegas. Elas são geralmente comuns entre pessoas que compartilham relações íntimas, o que pode ser notado frequentemente com pais fazendo cócegas em seus bebês e filhos pequenos. Além disso, você também já deve ter percebido que é praticamente impossível fazer cócegas em si mesmo. Mas afinal, por que isso acontece?

Basicamente, isso acontece porque quando você move uma parte do seu próprio corpo, uma parte do seu cérebro monitora o movimento e antecipa as sensações que isso causará. É por isso que, por exemplo, muitas vezes você não consegue notar o braço se esfregando contra o seu corpo quando você está andando, mas você fica prontamente alerta se alguém o tocar de maneira semelhante. Se nossos cérebros não tivessem a capacidade de acompanhar nossos próprios movimentos corporais e as sensações que eles causam, muito provavelmente nós nos sentiríamos como se estivéssemos sendo cutucados o tempo todo, o que poderia prejudicar até o nosso senso de atenção. Como o seu cérebro sabe que os dedos cutucando o seu corpo são os seus próprios, ele reduz a resposta sensorial à esses movimentos.

Como descobrimos isso? Cientistas da Universidade de Londres resolveram usar imagens cerebrais funcionais para comparar como as pessoas reagiam a cócegas. Eles descobriram que o córtex somatossensorial, parte do cérebro responsável ​​pelas sensações corporais, tinha uma resposta menor à cócega causada pelo próprio indivíduo do que às cócegas provenientes de outras pessoas.

Por fim, os mesmos pesquisadores aproveitaram a oportunidade para ver se poderiam enganar o cérebro ao permitir que movimentos autogerados criassem uma sensação de cócegas. Eles construíram uma máquina que permitia que os participantes da pesquisa fizessem um cócegas em si mesmos ao puxar uma alavanca. Eles descobriram que podiam aumentar a sensação de cócegas do individuo, desassociando ligeiramente a ação do puxamento da alavanca. O simples fato de adicionar um atraso de menos de um segundo entre a ativação da alavanca e o funcionamento da máquina já foi suficiente para enganar o cérebro, comprovando a eficiência do nosso computador central.

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