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Tabela periódica mais antiga do mundo é encontrada na Escócia

Tabela periódica mais antiga do mundo é encontrada na Escócia

Você já percebeu que muitas vezes podemos encontrar objetos incríveis quando fazemos uma boa faxina? Pois bem, o cientista Alan Aitken, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, estava vasculhando um antigo acervo da instituição que era responsável pelo armazenamento de equipamentos e outros objetos do departamento de química, quando de repente se deparou com o que podemos chamar de uma verdadeira relíquia da história científica. Escondido em meio a vários produtos químicos e equipamentos aleatórios de laboratório, um frágil pedaço de papel foi encontrado por Alan, sendo que após uma minuciosa reparação, descobriu-se que se tratava da tabela periódica mais antiga do mundo ainda existente.

Apesar do material ter sido descoberto no acervo da universidade em 2014, o seu reparo só foi concluído recentemente, comprovando que realmente se trata da tabela periódica mais antiga do mundo já encontrada. O documento, escrito em alemão, foi analisado por um especialista em tabelas periódicas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que acredita que ela tenha sido produzida entre 1879 e 1886, usando como base a quantidade e os nomes dos elementos que aparecem no gráfico da tabela.

É interessante notar a ausência de alguns elementos que foram descobertos depois da sua elaboração. Por exemplo, o germânio, descoberto em 1886, não está listado, enquanto o gálio e o escândio, descobertos respectivamente em 1875 e 1879, estão presentes. A tabela periódica precisou receber um tratamento de conservação bem completo, incluindo uma profunda limpeza, alguns banhos químicos para equilibrar o pH do papel e até mesmo um processo de reparo suave que fez o uso de papel kozo japonês e uma pasta feita de amido de trigo.

Essa relíquia do mundo científico está agora armazenada em um ambiente com as condições climáticas controladas na Universidade de St. Andrews. No entanto, uma cópia em tamanho real está em exibição no departamento de química da mesma universidade.

Uma descoberta muito interessante, não é mesmo? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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