Curiosidades

É verdade que o consumo de álcool mata os neurônios do cérebro?

Basta você observar alguém que acabou de tomar alguma bebida alcoólica para notar evidências claras de que o álcool realmente causa algum tipo de reação no cérebro, afinal, as pessoas sob o efeito do álcool costumam tropeçar, falar de uma forma esquisita, perder o controle das suas emoções e esquecer as coisas. Algumas pessoas tentam explicar esse comportamento como uma suposta consequência das mortes de milhões de neurônios causadas pelo álcool. Mas será que isso é realmente verdade?

A resposta é não, o álcool não “mata” os neurônios, mas ele realmente tem a capacidade de alterar as suas funções, como o envio de mensagens de dentro do cérebro para outras partes do corpo. De certo modo, o álcool etílico (o tipo encontrado em bebidas alcoólicas) teria força suficiente para destruir células e microorganismos, até porque ele é um antisséptico eficaz, mas felizmente, quando você ingere bebidas alcoólicas, o seu corpo tenta não deixar todo esse álcool vagar sem controle, o que acaba salvando a sua vida. Isso acontece graças às enzimas do fígado, que convertem o álcool em substâncias menos danosas que acabam sendo eliminadas do organismo através da urina.

O que a bebida alcoólica realmente faz é inibir a comunicação entre os “dendritos”, que são conexões ramificadas nas extremidades dos neurônios que enviam e recebem informações em uma parte do cérebro envolvida na coordenação motora, chamada de “cerebelo”. Essa má comunicação resulta em algumas das deficiências típicas da intoxicação, como tontura, esquecimento, agressividade, etc.

Para se ter uma ideia, pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, descobriram que o álcool, mesmo quando aplicado diretamente aos neurônios, não os matava. Ele “simplesmente” interferia na maneira como eles transmitiam as informações. No entanto, é importante deixar claro que, apesar de não matar as células cerebrais, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas é comumente associado a um maior risco de declínios cognitivos e demência. Por isso, se for beber, beba com moderação. O seu fígado, cérebro e o seu corpo como um todo agradecem!

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