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O que é neocapitalismo?

O que é neocapitalismo?

O mundo da economia possui um grande vocabulário de palavras que são muitas vezes desconhecidas pela maioria das pessoas. Desse modo, apesar de alguns termos serem exaustivamente repetidos em telejornais, o seu significado nem sempre é entendido pelo público. Um bom exemplo disso é o chamado “neocapitalismo”, cujas características vamos explorar ao longo desse post.

O neocapitalismo é uma ideologia econômica que mistura vários elementos do capitalismo com outros sistemas econômicos, tendo como objetivo principal aplicar várias medidas que ajudem a proteger o bem-estar social do país. Na prática, essa ideologia apoia um equilíbrio entre boa governança pública, assistência social, boas condições de trabalho, baixos níveis de desemprego, inflação mais baixa e crescimento econômico em todo o país.

A Dinamarca é um dos países que mais investem no “estado de bem-estar social”, um dos pilares do neocapitalismo.

Uma característica notável desse tipo de capitalismo se baseia na necessidade de autorizar possíveis intervenções do governo na economia do país para reestruturar e resgatar grandes empresas que são consideradas importantes demais para simplesmente falirem, já que o fracasso dessas empresas representaria um enorme risco para a economia. O neocapitalismo tem esse nome porque é um novo tipo de capitalismo se comparado ao capitalismo exercido antes da Segunda Guerra Mundial.

Esse termo foi usado pela primeira vez no final dos anos 50 por autores belgas e franceses como Leo Michielsen e Andre Gorz. O economista Ernest Mandel ajudou a popularizar o termo em inglês através de algumas de suas obras. Michael Miller foi outra pessoa responsável por popularizar o termo, usando-o várias vezes durante a década de 1970 para se referir ao modelo econômico europeu que fazia o uso de extensos programas de bem-estar social e intervenção seletiva do governo em algumas empresas privadas em situações de risco. Os trabalhos de Miller se concentravam em explicar como a mão de obra organizada trabalhava juntamente com setores privados e governamentais na negociação e implementação de níveis salariais melhores para evitar greves.

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