Curiosidades

Porque alguns símbolos não correspondem ao nome do elemento na tabela periódica?

Porque alguns símbolos não correspondem ao nome do elemento na tabela periódica?

Se você pegar uma tabela periódica, poderá observar que o símbolo químico do oxigênio é O, o que faz sentido, já que se trata da inicial do seu nome. O mesmo acontece com o cálcio, que é representado por um Ca. O hidrogênio também não fica de fora, sendo descrito por um simples H. No entanto, se você analisar a tabela periódica com mais detalhismo, certamente observará certas “esquisitices” relacionadas ao símbolo de determinado elemento químico e o seu respectivo nome, como por exemplo o mercúrio, que é representado pelo símbolo Hg, e pelo tungstênio, representado por uma surpreendente letra W. Mas afinal, por que os símbolos de alguns elementos são tão diferentes dos seus nomes?

Na verdade, existem algumas coisas que ajudam a explicar a dissonância entre os nomes dos elementos e seus símbolos. Quem diz isso é Sam Kean, autor de “The Disappearing Spoon”, um livro que conta a história da tabela periódica dos elementos. Segundo ele, a resposta está na natureza cosmopolita da tabela. Os elementos químicos foram descobertos e isolados por cientistas de várias partes do mundo, sendo que muitas vezes esses eventos não eram registrados internacionalmente ou simplesmente ocorreram independentemente em mais de um lugar, sem esclarecer o responsável em ter alcançado o feito primeiro.

Tungstênio representado pela letra W? Que bruxaria é essa?!

Desse modo, uma mesma substância poderia ter nomes diferentes em lugares distintos por décadas ou o nome de um elemento poderia vir de um idioma e seu símbolo de outro. Esse é o caso do tungstênio. Seu símbolo é W porque os alemães chamam sempre chamaram esse elemento de ‘wolfrâmio’.

Outras incompatibilidades entre símbolos e nomes surgiram através de cientistas que usavam pesquisas de textos clássicos escritos em árabe, grego e latim. Desse modo, em épocas passadas, os cientistas tinham o costume de usar uma mistura dessas línguas para criar uma espécie de “linguagem comum entre a comunidade científica”. O símbolo Hg para o mercúrio, por exemplo, deriva do latim “hydragyrum”, que por sua vez significa “prata líquida”.

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