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O Sherlock Holmes foi inspirado em uma pessoa real?

Se você é um fã de histórias de ficção focadas na investigação de crimes, já deve ter ouvido falar em um endereço em particular: 221b Baker Street, Londres. Esse endereço é famoso por ser onde o detetive fictício Sherlock Holmes, criado por Sir Arthur Conan Doyle, viveu as suas histórias mais conhecidas. De fato, muitas pessoas gostam tanto das suas histórias que até esquecem que Sherlock Holmes é apenas um personagem literário e, portanto, nunca morou em tal endereço. De fato, a rua realmente existe, mas o número foi totalmente inventado. Então, se Sherlock Homes sempre foi um personagem inventado, por que tantas pessoas pensam nele como uma pessoa real? Teria ele sido inspirado em uma pessoa de verdade?

Curiosamente, esse detetive fictício com a incrível habilidade de resolver crimes por meio da observação e da razão, foi inspirado no Dr. Joseph Bell, um dos professores da faculdade de medicina de Conan Doyle. Criador de Sherlock, Conan Doyle estudou medicina na Universidade de Edimburgo e passou a trabalhar como médico na Inglaterra enquanto escrevia ficções em seu tempo livre. “Um Estudo em Vermelho”, seu primeiro romance com Sherlock Holmes, estreou em 1887. Ao todo, Conan Doyle publicou um total de quatro romances e 56 contos estrelados pelo detetive londrino, cujas habilidades de observação foram baseadas no comportamento de Joseph Bell.

Joseph Bell (a inspiração) e Arthur Conan Doyle (o criador do personagem).

Nascido em 1837, o carismático professor Bell chamava a atenção de seus alunos com demonstrações onde ele provava que era capaz de determinar o problema de um paciente e outros detalhes pessoais apenas analisando a aparência e os maneirismos da pessoa. Além de ter aulas com Bell, Conan Doyle serviu por um tempo como seu funcionário na Royal Infirmary de Edimburgo, onde ele passou a observar mais de perto a atuação do seu professor, o que certamente lhe inspirou para a criação do seu personagem mais famoso.

O sucesso das primeiras histórias de Sherlock Holmes permitiu a Conan Doyle abandonar sua carreira médica em 1891 para dedicar-se totalmente à escrita. No entanto, o autor “se cansou” de sua criação e resolveu matá-lo em um conto de 1893, denominado “O Problema Final”. Após um grande clamor do público, Conan Doyle ressuscitou Holmes e continuou a publicar histórias sobre o detetive até 1927.

Conan Doyle morreu na Inglaterra em 1930, cerca de 19 anos depois do falecimento de Bell, sua eterna inspiração. No entanto, o personagem Sherlock Holmes sobrevive até hoje como um dos personagens literários mais conhecidos da língua inglesa.

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