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O que aconteceria se os mosquitos fossem extintos?

O que aconteceria se os mosquitos fossem extintos?

Os mosquitos definitivamente tornaram as nossas vidas um pouco mais difíceis e cheias de coceira, especialmente quando eles têm a chance de nos afetar com doenças muitas vezes letais. Existem aproximadamente 3500 espécies de mosquitos no planeta, sendo que 200 delas são conhecidas por atacar seres humanos. Por causa disso, muita gente adoraria que esses insetos sumissem da face da Terra de uma vez por todas. Mas você já parou para pensar sobre o que realmente aconteceria no ecossistema se os mosquitos fossem extintos?

Por estarem no planeta há milhões de anos, os mosquitos acabaram ocupando uma posição vital no ciclo ecológico e tornaram-se um importantes componentes da cadeia alimentar de muitas espécies. De fato, existe um grande número de criaturas que se alimentam de mosquitos. Por exemplo, eles são muito importantes na região da Tundra Ártica, onde aves migratórias se alimentam em massa dessas criaturas. A extinção dos mosquitos certamente impactaria a alimentação dessas aves, o que poderia causar uma redução significativa no número dessas aves, diminuindo sua população total em quase a metade. Além disso, alguns pesquisadores afirmam que até mesmo certas espécies de peixes também seriam afetadas pela extinção dos mosquitos, já que eles teriam que fazer ajustes em sua dieta.

No entanto, a “boa notícia” sobre uma suposta extinção deles é que isso não traria impactos extremos ou de longo prazo no meio ambiente para a maioria das espécies como muita gente pode imaginar. Claro, obviamente haveriam efeitos posteriores caso ocorresse uma súbita extinção desses insetos, mas isso não seria tão desastroso a ponto de causar danos à sobrevivência de um número enorme de espécies. Isso ocorre porque muitas espécies diferentes que se alimentam de mosquitos acabariam sendo capazes de fazer ajustes em suas dietas e continuar a sustentar suas vidas. Por exemplo, além de mosquitos, um sapo pode se alimentar de besouros, borboletas e outros insetos, o que acabaria lhe conferindo a vantagem de poder “mudar o seu cardápio”, ainda que isso pudesse causar certos problemas no início de sua adaptação.

De fato, cientistas já tentaram erradicar os mosquitos usando certos métodos inovadores por um longo tempo. Uma delas incluía a realização de certas mudanças no código genético dessas criaturas para que elas produzissem mais descendentes masculinos do que femininos. Na prática, esta técnica envolve o uso de uma enzima particular que afeta os cromossomos X dos mosquitos durante a produção de espermatozoides, o que resultaria no nascimento de mais mosquitinhos do sexo masculino. Dessa forma, a capacidade de certas espécies nocivas para formar colônias maiores poderia ser reduzida significativamente.

Por isso, dadas todas as pesquisas científicas e métodos que estão sendo tentados para combater esses insetos, parece lógico que eventualmente haverá um número menor de espécies nocivas de mosquitos, já que eles costumam afligir os humanos com doenças mortais, como a malária e dengue. Afinal, quem não gostaria de viver em um mundo com menos vermelhidão e coceiras pelo corpo?

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