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Quem foi Mahatma Gandhi?

Você já teve que seguir uma regra que na sua opinião não era justa? Se sim, o que você fez nessa ocisão? Algumas pessoas reagem a regras injustas tentando derrubá-las, enquanto outros seguem a regra à risca para evitar qualquer tipo de problema. No entanto, quando uma regra é tão injusta ao ponto de causar o sofrimento de muitos, podemos definitivamente aprender muito com Mahatma Gandhi, cuja história vamos explorar ao longo desse post.

A vida na juventude

Mahatma Gandhi foi um advogado e ativista social, nascido na cidade indiana de Porbandar em 1869. Seu nome de nascimento era Mohandas, mas ele passou a ser chamado posteriormente de “Mahatma” (que significa “Grande Alma”). Depois de ter passado a infância e a juventude em seu país natal, Gandhi mudou-se para a África do Sul após a faculdade. Naquela época, a Grã-Bretanha governava a África do Sul sob um forte regime segregacionista, tanto que Gandhi chegou a ser discriminado por causa de sua raça. A política de segregação do país, chamada Apartheid, ainda estava em vigor nessa época e algumas partes do país até planejavam impedir que cidadãos indianos votassem.

O início da luta

Foi a partir dessa experiência que Gandhi sentiu o desejo de acabar com essas leis injustas. Em 1894, ele deu início ao Congresso Indiano de Natal, um grupo que trabalhava para consertar os erros cometidos contra os indianos na África do Sul. Os membros do grupo constantemente praticavam a chamada “desobediência civil”, uma forma de protesto que consiste em reivindicações de pessoas que não seguem uma lei que acreditam ser injusta. Eventualmente, o governo cedeu e tomou medidas para acabar com a discriminação indiana em 1913. Em 1915, Gandhi resolveu voltar para a Índia, já que apesar da África do Sul ter conquistado a independência da Grã-Bretanha em 1910, o território indiano ainda estava sob o domínio britânico nesse período. Gandhi, então, liderou protestos pacíficos contra o governo britânico e se tornou uma figura política muito conhecida em seu país.

Marcha do Sal e independência da Índia

A primeira grande ação de Gandhi na Índia foi a organização da Marcha do Sal. Esse protesto foi em resposta aos atos de proibição da Grã-Bretanha que tornaram ilegal a extração de sal na Índia colonial por parte dos indianos. Na Marcha do Sal, os indianos que participaram do evento caminharam por 390 quilômetros em 25 dias até o Mar Arábico. A marcha, que havia começado com apenas algumas dezenas de pessoas, cresceu surpreendentemente para dezenas de milhares até o destino final. Quando o grupo chegou ao mar, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar, o que tecnicamente quebrava a lei. Seu gesto também foi repetido simbolicamente pelos milhares de indianos que estavam ali presentes. Vendo aquilo como uma afronta, o governo britânico prendeu mais de 50.000 pessoas após a Marcha do Sal, incluindo o próprio Gandhi. No entanto, os protestos pacíficos continuaram até que a Índia conquistasse a independência da Grã-Bretanha em 1947. O mais curioso disso tudo é que, apesar de Gandhi ter sido preso muitas vezes, em nenhuma dessas ocasiões ele usou a violência contra seus inimigos.

Morte e legado

Por causa de todas as suas ações humanitárias e o seu empenho na busca pela independência do seu país, Gandhi é comumente chamado de “Pai da Índia”, de modo que o seu lema de não usar meios violentos chegou a inspirar pessoas em todo o mundo. Mas apesar de tudo disso, a vida de Gandhi terminou de forma violenta. Ele foi assassinado em 1948 por um hindu radical chamado por Nathuram Godse, enquanto caminhava para uma reunião de oração. Na ocasião, o assassino responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo indiano ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. No entanto, o legado de Mahatma Gandhi permanece vivo até hoje. Ele também serviu de inspiração para líderes de direitos civis como Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela na busca pelo fim da discriminação social.

E você, já conhecia a história do Mahatma? Compartilhe o post e deixe o seu comentário!

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