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6 fenômenos incríveis que só ocorrem em lugares extremamente gelados

6 fenômenos incríveis que só ocorrem em lugares extremamente gelados

Muitas pessoas podem pensar que o inverno se resume apenas a temperaturas frias, condições de dirigibilidade complicadas e noites mais longas. No entanto, o que pouca gente sabe é que em alguns lugares o inverno também pode ser surpreendentemente belo. De bolas misteriosas de gelo em uma praia na Sibéria à animais que conseguem sobreviver mesmo com o corpo totalmente congelado, confira a seguir alguns fenômenos naturais que só ocorrem em locais com temperaturas muito baixas, especialmente durante o inverno.

6. Hoarfroast

Na língua inglesa, o termo “hoarfroast” é geralmente usado para expressar a semelhança de cristais de gelo expostos no ar com a barba branca de um homem velho. Esse fenômeno pode ser visto em lugares muito frios com uma camada fina de cristais de gelo cobrindo árvores, folhas e arbustos, dando a aparência de um lugar mágico em pleno inverno. O Hoarfrost é produzido de forma semelhante ao orvalho. Quando as moléculas de vapor de água entram em contato com uma lâmina de grama ou com algum outro tipo de objeto em temperaturas abaixo de zero, ocorre uma espécie de deposição (quando o estado gasoso é diretamente levado ao estado sólido). Por sua vez, a deposição resulta na cobertura de cristais  de gelo com uma aparência muito interessante. Também vale destacar que, quanto mais umidade estiver presente no ar, mais espessa a camada será, pois a geada tende a formar padrões cada vez maiores e mais complexos.

5. Panquecas de gelo

Já pensou se deparar com pedaços de gelo que lembram panquecas cobrindo a água com círculos de até 3 metros de diâmetro? Pois bem, essas estruturas realmente existem e curiosamente se assemelham a pizzas ou panquecas circulares, mas na verdade são feitas de uma camada de gelo que pode ter até 10 centímetros de espessura. Esse fenômeno ocorre quando a lama se acumula na superfície de um lugar com água calma em temperaturas abaixo de zero, de modo que as placas de gelo são colididas ou salpicadas umas nas outras para criar as formas circulares com bordas elevadas ao redor delas. Vale destacar que, em águas mais turbulentas, as placas de gelo tendem a ser empurradas umas sobre as outras, eventualmente congelando em uma sólida camada de gelo. É exatamente por isso esse evento mão é tão comum. Mas embora sejam mais comumente encontradas na Antártida, as “panquecas de gelo” podem aparecer em qualquer lugar se as condições climáticas estiverem adequadas. O mais incrível disso tudo é que essas formações são lindas, ainda que sejam estranhas de se ver.

4. Bolas de neve

No ano de 2016, os moradores de uma vila remota na Sibéria se depararam com uma estranha variedade de objetos que pareciam ter sido arrastados para a praia. Essas bolas gigantes de gelo de vários tamanhos diferentes simplesmente cobriram a costa do Golfo de Ob, como se a natureza estivesse se preparando para a sua própria guerra de bolas de neve. Até mesmo os moradores mais velhos da vila não sabiam o que fazer com elas. No entanto, esse fenômeno bizarro também possui uma explicação científica. Na verdade, essas bolas de gelo são formadas de “gelo frazil”, uma mistura lamacenta de cristais de gelo e água. No caso da vila da Sibéria, as águas agitadas e os ventos fortes na região acabaram “rolando” pedaços do gelo repetidas vezes, o que acabou conferindo-lhes uma forma incrivelmente esférica, que também podem assumir uma cor bronzeada, devido à areia da praia.

3. Penitentes

Essas estranhas formações de neve se assemelham com espinhos. Por incrível que pareça, algumas delas podem alcançar uma altura de até 6 metros! Sem quaisquer outros traços de neve ao redor dos penitentes, qualquer pessoa pode se surpreender ao ver essas lâminas saindo do chão como se representassem fenômenos sobrenaturais. No entanto, os penitentes são formados durante um processo de sublimação (quando a neve evapora diretamente sem se tornar líquida), de modo que a neve adota formas aleatórias pelo fato de que algumas áreas sublimam mais rápido que outras, deixando depressões cada vez mais irregulares.

2. Pilares de luz

Ao longo da história, estas colunas de luz já foram muitas vezes confundidas com OVNIs. Muitas pessoas que viam esse fenômeno em uma noite congelante de inverno ficavam frequentemente impressionadas por sua beleza, considerando isso como algum tipo de obra alienígena ou uma forma de poder sobrenatural. No entanto, a ciência por trás da existência dos pilares de luz é bastante fundamentada. Assim como todos os outros fenômenos ópticos, eles são basicamente feixes de luz formados por milhões de cristais de gelo na atmosfera, que por sua vez refletem a luz em direção aos olhos da pessoa que observa. Durante as noites muito frias e sem vento, os cristais de gelo de altas altitudes podem se aproximar do solo e refletir as luzes das cidades ou até mesmo os faróis dos carros, resultando na experiência extremamente interessante que são os pilares de luz. Vale destacar que eles geralmente assumem a mesma cor das luzes que refletem, o que ajuda a explicar a sua tonalidade multicolorida.

1. Hibernação congelante

À medida que os dias ficam mais curtos e as temperaturas caem abaixo de zero, vários animais fazem o uso de certas adaptações que os ajudam a sobreviver no inverno rigoroso que se aproxima. Enquanto os ursos dormem e os gansos voam para o sul, a rã-da-floresta tem uma estratégia surpreendente e pra lá de bizarra: ela simplesmente “se deixa congelar”. Ao contrário da maioria das rãs, que se isolam na lama sob lagos, as rãs-da-floresta simplesmente hibernam durante o frio intenso. Nesse momento, o seu coração fica quase totalmente parado, os seus órgãos param de funcionar consideravelmente e o seu sangue congela. Em outros organismos, tal congelamento danificaria os tecidos ao romper as delicadas estruturas das células com cristais de gelo, mas a rã-da-floresta evita este risco de vida ao produzir grandes quantidades de glicose enquanto transporta esse composto químico em suas células para efetivamente agir como um anticongelante. Quando a primavera chega, esse animal praticamente “derrete de dentro para fora”, de modo que o coração e os pulmões começam a funcionar novamente, enquanto a rã pula alegremente como se nada tivesse acontecido.

Qual dos fenômenos apresentados você achou o mais interessante? Compartilhe o post e deixe o seu comentário com a gente!

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