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O solo abaixo da Antártica possui algum recurso mineral valioso?

A Antártica é o continente mais ao sul da Terra e o quinto maior do nosso planeta, sendo composto quase inteiramente por uma paisagem desértica de gelo e neve, recebendo muito pouca precipitação e apresentando temperaturas extremamente baixas, principalmente durante o inverno, quando o continente permanece inteiramente na escuridão por meses.

Esse continente tem aproximadamente 14 milhões de quilômetros quadrados e é coberto por espessas camadas de neve e gelo. Devido às baixas temperaturas e ao estagnado sistema de alta pressão no continente, a neve que cai não derrete, mas acaba sendo compactada em camadas de gelo. Para se ter uma ideia, em algumas áreas, o continente é coberto por camadas de até 5 quilômetros de gelo!

No entanto, no passado, quando os continentes não estavam em suas condições atuais, a Antártica já teve partes anexadas à América do Sul, África e Austrália. Embora algumas pessoas pensem na Antártica como um enorme cubo de gelo flutuante, ela é, na verdade, um continente com uma massa de terra sob todo esse gelo, incluindo cadeias de montanhas inteiras e diversas características topográficas.

Em resumo, o que isto significa é que provavelmente a Antártica compartilha perfis minerais semelhantes às regiões às quais estava conectada anteriormente, mesmo que a separação tenha começado entre 85 e 200 milhões de anos atrás (quando o supercontinente de Gondwana estava intacto).

Os recursos minerais da Antártica

Dada a sede insaciável da humanidade por qualquer recurso que possa ser canalizado para a indústria, não surpreende que as pessoas tenham ficado curiosas sobre o valor da Antártica em termos de petróleo, carvão, depósitos minerais e gás natural. Tenha em mente que existem apenas cerca de 4.000 habitantes permanentes da Antártica, sendo a grande maioria dos quais são cientistas que buscam fins acadêmicos. Além disso, a maioria das estações de pesquisa fica perto da costa, onde o clima é menos severo.

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As atividades científicas na Antártida revelaram muitas informações sobre a composição e a natureza do continente, embora ainda não esteja claro um quadro completo dos recursos da Antártica. Na prática, ainda não foram encontrados grandes depósitos de minerais, embora se acredite que algumas das características minerais encontradas na Austrália, África e América do Sul provavelmente continuem na Antártica, com base nas teorias das placas tectônicas e na antiga conexão entre todas essas massas de terra.

Desse modo, acredita-se que essas faixas minerais possam conter minério de ferro, cobre, níquel, ouro, prata, molibdênio, cromo, cobalto, titânio, urânio, zinco, manganês e níquel. Há também algumas evidências de deposição de cobre em todo o continente. Em termos de petróleo, gás e carvão, sabe-se que existem alguns depósitos de petróleo perto da costa da Antártica, especificamente na plataforma ocidental, o que faz sentido, devido aos combustíveis fósseis encontrados nas costas da Austrália, América do Sul e África.

Como há a possibilidade da existência de depósitos de petróleo na costa da Antártica, isso tem sido o assunto de maior debate e interesse para os países que apoiam a perfuração na região. Depósitos de carvão também foram encontrados em várias cadeias de montanhas do continente, embora a qualidade e a concentração de carvão fossem baixas. No entanto, embora haja claramente alguns recursos neste continente, nenhum deles foi minado comercialmente, pois existem boas razões para a abstenção de mineração e perfuração na região.

Os obstáculos que impedem a exploração de recursos na Antártica

Ao longo de toda a história da Antártica, ninguém pisou no continente até 1820 e o Polo Sul só foi alcançado em meados de 1911. O Tratado da Antártica foi elaborado pela primeira vez em 1959 e passou a regular o comportamento e a interação de outros países em relação à Antártica, uma vez que o continente não possui populações nativas para governar a terra. Mais de uma dúzia de países diferentes possuem várias reivindicações sobre partes do continente, embora nenhum país seja o “dono verdadeiro” da Antártica.

Embora a mineração nem sequer chegou a ser discutida em 1959 no Tratado Antártico original, a questão foi levantada nas décadas de 1970 e 1980, com níveis variados de apoio. Houve uma discussão sobre a permissão de operações de mineração, desde que todas as partes concordassem e que houvesse um mínimo de danos ao continente. A França e a Austrália rejeitaram a ideia de qualquer mineração sendo feita no continente e o Protocolo de Proteção Ambiental entrou em vigor em 1998, proibindo quaisquer operações de mineração.

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Esse nível de preocupação com o meio ambiente é algo relativamente recente, mas não é a única coisa que impede que as operações de mineração ocorram na Antártica. Como mencionado acima, quase todo o continente (98%) é coberto com espessas camadas de gelo e neve, o que pode fazer com que a quantidade de energia e recursos necessários para a extração de minerais ou hidrocarbonetos da terra custe mais do que o valor dos próprios recursos.

Além disso, as temperaturas abaixo de zero e as condições climáticas brutais também dificultariam os principais esforços de mineração, sem mencionar a distância significativa da Antártica de quaisquer centros populacionais, tornando o transporte e a distribuição dos minerais algo exorbitantemente dispendioso.

Uma palavra final

Como já vimos em vários outros lugares do mundo, a busca obsessiva por recursos minerais e combustíveis fósseis norteou o curso da história da humanidade. Guerras foram travadas e impérios já caíram como resultado da constante busca da humanidade por recursos. No entanto, quando se trata da Antártica, a quantidade de esforço necessária para extrair, processar, transportar e distribuir os recursos simplesmente não vale a pena (pelo menos não atualmente).

Além disso, esse a Antártica possui um ecossistema relativamente frágil, portanto, minimizar a participação humana e os possíveis danos deve ser uma grande prioridade a ser levada em conta. Na prática, as operações de mineração e perfuração aumentariam o risco de derramamentos de óleo e poderiam causar grandes desastres catastróficos para a paisagem e a vida local.

Ou seja, embora já tenhamos o conhecimento de que existem recursos e minerais sob o espesso escudo de gelo da Antártica, a exploração desses recursos ainda é algo inviável. Só podemos esperar que o bom senso permaneça em vigor e que essas proteções internacionais vitais sejam renovadas ao longo dos anos.

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