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Bizarro

Quem foi Robert Johnson, o “Bluesman do inferno”

Se você já ouviu alguma vez sobre pessoas que venderam suas almas a troco de grandes habilidades e poderes, talvez tenha ouvido falar de Robert Johnson. Este nome é muito lembrado quando se fala de músicos que supostamente foram a encruzilhadas para tal trabalho com o demônio, mas quem foi ele?
O músico, violonista e cantor Robert Johnson (1911–1938) é melhor conhecido como um dos maiores intérpretes do Blues de todos os tempos, porém o reconhecimento por sua obra só veio depois de sua morte, com 27 anos de idade. Entre seus maiores hits estão “I Believe I’ll Dust My Broom” e “Sweet Home Chicago” as quais viraram clássicos do Blues, ditando padrões para o estilo musical. Parte de sua mitologia vem da história de que Johnson ganhou tamanho talento por meio de um pacto com o Diabo. Ele morreu com 27 anos, suspeito de um envenenamento premeditado.

Holofotes em sua Carreira

Johnson nasceu no dia 8 de Maio de 1911, em Hazlehurst, estado do Mississippi, Estados Unidos. Durante sua breve carreira, viajou bastante, tocando em todos os lugares que ele podia. A fama para o trabalho do bluesman se baseia em 29 músicas que ele escreveu e gravou em Dallas e San Antonio, de 1936 a 1937, gravações que incluíam as citadas acima. Suas obras foram muito interpretadas por famosos cantores e bandas que vieram depois, muito inspirados por suas músicas, como Muddy Waters, Elmore James, os Rolling Stones e Eric Clapton.

Apelo às massas

Robert Johnson (à esquerda) com Johnny Shines (1915 – 1992), de 1935. Esta é uma das três únicas fotos das quais se tem conhecimento com Johnson, que passaram por incontáveis retoques.

O bluesman Robert Johnson chamou a atenção de muitas pessoas envolvidas na música e fez novos fãs com a reedição de seus trabalhos nos anos 60. Outra coleção retrospectiva de suas gravações, lançada nos anos 90, vendeu milhões de cópias. Porém, boa parte da vida de Johnson é envolvida de mistérios.

Parte do mito que seu nome carrega vem do citado trato com o Diabo: Son House, famoso músico de Blues e contemporâneo de Robert, afirmou que ele já tinha uma boa fama tocando gaita, mas era um péssimo violonista, isto é, até desaparecer por algumas semanas em Clarksdale, no Mississipi. Tal lenda sugere que ele levou seu violão até uma encruzilhada, entre as autoestradas 49 e 61, onde ele firmou o famigerado trato com o Diabo, que o retornou o violão e lhe conferiu grande habilidade em tocá-lo, porém em troca de sua alma.

Estranhamente, Johnson voltou virtuoso, com uma técnica extremamente apurada, o que o fez ganhar renome como mestre do Blues.

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Morte e legado

Aos 27 anos de idade, Johnson morreu em 16 de Agosto de 1938 sob suspeita de um envenenamento supostamente deliberado por um homem que teria sido traído por sua esposa com Johnson. O bluesman estava em um bar quando pediu uma bebida. Ao dar um gole, sofreu um ataque, falecendo no local.

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