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Ouça a música tradicional dos países participantes da Copa

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É enxugando as lágrimas com a camisa verde-amarela que escrevo esta matéria, meus caríssimos e caríssimas TriCuriosos. Bom, por mais que a seleção Canarinho tenha sido eliminada do jogo de hoje, o jeito é bola pra frente, afinal de contas, a Alemanha e Argentina saíram antes da gente mesmo, né? hehe

Vamos mostrar pra vocês os tipos de música que tocam nos 32 países que participam (ou pelo menos participaram) desta Copa de 2018. Começando, é claro, pelo país-sede. Confere aí!

Rússia

Berço dos eruditos Tchaikovsky e Stravinsky (e por quê não citar nossas contemporâneas t.A.T.u.?), a Rússia tem um histórico musical vasto. Sua música tradicional usa o instrumento chamado Balalaika (não é a vodka que você está pensando não!!), que, em desenho, lembra vagamente um cavaquinho, porém sua sonoridade é bem distinta. A seguir, ouça “Kalinka“, uma das músicas mais conhecidas do folclore russo (a balalaika pode ser vista à esquerda do vídeo).

Brasil

O ritmo que todo estrangeiro deve conhecer em terras tupiniquins é, sem sombra de dúvida, o Samba. Quem nunca foi a uma festa nas grandes capitais e ouviu aquele pessoal meio desengonçado, mas animado, repetir o divertido clichê “Hey, Samba, ensina“? Haha! Pois é, isto porque tanto o Samba quanto a Bossa Nova são estilos que foram muito difundidos não só por aqui, mas para o mundo, fazendo parte, inclusive, como inspiração para bandas como Sepultura, na criação de linhas de bateria e percussão. Ouça “Mas que nada“, na voz de Jorge Ben Jor, em 1963.

Japão

Quando pensamos no Japão, algumas das MILHARES de coisas que vêm à mente são: Pokémon, Dragon Ball, Jiraya, Godzilla, Transformers, Ultra Man, o nosso amado encanador italiano (!?) Mario, dentre outros. Porém a Terra do Sol Nascente também esbanja criatividade quando se trata de música. Mostraremos o Taiko (abrasileirado para “Taikô”), ritmo que se destaca pelos tambores intensos, chamados de kumi-daiko, que foram desenvolvidos com influência dos chineses. O Taikô era usado em rituais de guerra, porém hoje, felizmente, o que perdurou pelo tempo foi a música. Realmente épicos! Saca só!

Irã

A música iraniana (ou persa) tradicional tem origem no contexto de ritos religiosos, sociais e históricos,  tratam de temas como casamentos, colheitas, canções de ninar e outros. Apresentam melodias bem detalhadas (“extranhas” a nossos ouvidos, de início), porém de beleza única. Usam instrumentos de cordas como o Dotar.

México

Com arranjos complexos, a música mexicana tradicional se divide em três estilos: música Mariachi Ranchera e Regional Mexicana. A música de Vincente Fernández, que mostraremos adiante, faz parte da música Ranchera, que inclui em seus temas o amor, natureza e o campo (ranchos, por isso o nome). Algumas características da música mexicana, inclusive, se manifestam na música sertaneja brasileira, como o uso de trompetes e a batida dos violões e violas chamada Guarânia. Haja corazón, hein Chavinho!?

Coreia do Sul

Pra quem achava que o K-Pop veio desde os primórdios da sociedade Coreana, está redondamente enganado! A música tradicional do país se chama Arirang e conta com melodias suaves acompanhadas por instrumentos percussivos, violinos e violoncelos. Arirang é considerado um hino nacional não-oficial do país (curiosidade bônus: Arirang também dá nome ao documentário dramático sobre a vida do diretor coreano Kim Ki Duk).

Arábia Saudita

País de cultura extremamente religiosa e restrita, tive um pouco de dificuldades para encontrar sobre a música de Arábia Saudita. Devido à proximidade geográfica, possui vários pontos em comum com a música iraniana (em geral, o termo Música Árabe abrange toda música tradicional produzida no Oriente Médio e na África do Norte). Misteriosa, com arranjos intensos, também é associada à dança do ventre, dança de ritual cultural árabe.

Alemanha

A música folclórica alemã, com seu instrumental repleto de violões, trompetes, violoncelo e caixa percussiva, também tem seus elementos empregados na música regional do Rio Grande do Sul, conhecida como Tchê Music! Isto se deve à presença massiva de imigrantes alemães nesta parte do país. O folk Alemão é inspirado pela vida dos camponeses, pessoas que criavam suas famílias nas áreas rurais da Alemanha.

Inglaterra

De Smiths, Black Sabbath, não dá pra se reclamar da música inglesa. Também não dá para falar sobre a cultura do país sem citar nomes como estes (além de se levantar a inevitável briga Beatles x Rolling Stones, dos Estados Unidos, haha). A Idade Média também teve o Trovadorismo, movimento que, por meio dos bardos (músicos, poetas e cantores), compôs a música popular da Inglaterra e outros países europeus nesta época, como França (centro importante das artes e música) e Portugal.

Espanha

Terra do romântico e caliente Flamenco (mais precisamente a Oeste da Andaluzia), este ritmo espanhol tem como grandes expoentes o cantor Camarón de La Isla e Paco de Lucía, violonista virtuoso ao extremo, que compunha arranjos com muita técnica e velocidade, porém sem perder a beleza em melodias e ritmo. Sem comentários, os arranjos de Paco e a voz de Camarón, juntos, constituem uma obra impecável.

Nigéria

A Batá é uma dança passada de geração em geração entre o povo nigeriano e também nome do tambor usado na performance desta. Sua origem vem da cultura nativa das terras Yoruba,  frequentemente tocado em ritos religiosos, associados ao orixá Xangô ou a seu equivalente Badé.

E aí, gostou dos temperos e mundos sonoros destes diferentes países? Compartilhe! Comente pra gente! Logo teremos mais, na parte 2!

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